domingo, 22 de novembro de 2009
Fatal
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.”
Adélia Prado
minha lapidação é pra ser assim. diagnóstico, receita, prática,paciência, resultado.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Educandário dos Historiadores Mega Legais
Pra compensar, pq senão era muita derrota, eu tb tenho um grande instinto de auto-preservação, logo, quando eu acho q não preciso aguentar um perrengue, saio de cena sem dar tchau e rindo cinicamente. Jogo pra cima. Me liberto da nojentice alheia.
Olhando assim é bem genérico e bobinho, mas eu descobri um dia desses de manhã, na hora de tomar banho e pensar na vida, q são exatamente essas duas coisas q atrapalham minha vida acadêmica e vão me fazer passar um ano a mais na faculdade. Toda vez q eu larguei uma matéria ou deixei de pegar é pq eu achei q não tava dando conta de fazer certinho ou pq se eu continuasse eu matava um* de tanto tédio ou de tanto ódio.
O problema é q agora esses escrúpulos não podem mais emperrar a continuidade do meu curso e eu tô mesmo disposta a chorar nos pés dos caboclo** pq a vida tá ruim, o semestre tá acabando, eu não tô fazendo nada muito certo,mas eu quero muitíssimo me formar e não custa nada caboclo me ajudar um pouquinho. Pq eu posso ser preguiçosa e fraudulenta, mas eu não sou de jeito nenhum picareta. Eu peço uma brecha nos prazos e uma abonação nas faltas, mas eu topo fazer qualquer trabalho extra e estudar cinquenta vezes mais do q o normal. Aí me faço pagar o suficiente e minha consciência desproblematiza, certo?
Quase.
Pq lá vai eu, q nunca pedi concessão nenhuma nessa bendita faculdade, com toda minha humildade e malemolência pedir "ô,professor(a), me dá uma chance, eu faço qualquer coisa!" e eles me olham com uma cara, ah, uma cara de juízo final, e descarregam uma cantilena cheia de moral sobre minhas faltas, minhas leituras, o tanto de tempo q eu fico na sala de aula e minha irresponsabilidade por não ter feito um fichamentozinho boboca lá no início do semestre.
Aí eu sofro de raiva pq odeio precisar de favores e ter de ouvir o sermão da montanha pra conseguir isso. E ver aquela cara de quem tá se sentindo Jesus Nazareno reencarnado, tão bom e tão justo. Não é pra tanto, hein? Fica a dica.
Me seguro o quanto posso pra não pedir com educação pros meus queridos professores doutores historiadores mega legais pra que eles peguem essas provas com todos os textos do semestre q eles querem q eu faça lá no meio de dezembro e VSL.***
*professor, lógico.
** professores, lógico.
*** vão se lenhar.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Certas coisas só acontecem com certas pessoas
- Pq será q só mulher feia olha pra mim? Impressionante, nenhuma mulher bonita olha pra mim! Como é que é? Tô cagado?!
Então eu atravessei a rua rindo com minha cara de mulher feia q ri de tudo. Até de fratura exposta,né?
FIM
o maluco não era um tipo maluco mendigo. ele tava bem vestido e limpinho. Só sei q ele era maluco pq ele chegou e ficou falando ummonte de coisas com uma mulher q tava lá quietinha. e foi por isso q eu olhei pra ele tb.hehé.
sábado, 17 de outubro de 2009
Simone 3 vezes
HESITEI muito tempo em escrever um livro sobre a mulher.
O tema é irritante, principalmente para as mulheres. E
não é novo. A querela do feminismo deu muito que falar:
agora está mais ou menos encerrada. Não toquemos mais nisso.
. . No entanto, ainda se fala dela.
O Segundo Sexo Volume 2
NINGUÉM nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino
biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea
humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização
que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado
que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode
constituir um indivíduo como um Outro.
e uma entrevista ótima aqui.
Uma idéia besta
sei, tem o perigo de aumentar bem a idade e todo mundo acreditar.
não, nem acho ruim mentir de brincadeirinha. De brincadeirinha pode tudo. Mas não mostrar a identidade nem pra mãe me apavora.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Hariborizei
omega star e mandala
O omega star e a mandala de oito pontas (acho que chamam de anel de compostela, mas parece mesmo é com a estrela de Davi) são fáceis e bem rápidos, ótimos pra quem tem pressa de ver logo o resultado. Eu tenho demais.
flor de lótus
Bão,só queria mostrar mesmo o quaaaanto eu sou prendada e tenho ziriguidum e balacobaco.
Além de GRANDE potencial haribô.
sábado, 25 de julho de 2009
das preguiças.

Depois que tentei matar meu blog, não adiantou muito ressuscitar. Parece que ele quer mesmo ficar quieto, dando nenhuma importância aos telefonemas, recados, comentários e convites mundo a fora. Eu estou exatamente assim,cá com as minhas férias de tudo.Com meu semi desemprego. Meu semi amigo de sempre. Minhas saudades colecionadas. Dias e dias sem sair de casa.
Mas tem volta.Destá que tem.
domingo, 17 de maio de 2009
Mário Benedetti foi embora.
Táctica y estrategia
Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.
Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.
Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.
Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos
no haya telón
ni abismos.
Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.
Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.
E me despeço continuando com ele.
Sexta, 17 de janeiro
No primeiro momento, recusei-me a entender. Laura não era ninguém, não era Avellaneda. "Faleceu", disse a voz do tio. Essa palavra é um nojo. Faleceu significa apenas um trâmite: "Uma notícia má, senhor", dissera o tio. E o que ele sabe? O que sabe de como uma notícia má pode destruir o futuro e o rosto, e o tato, e o sonho? [...]
Então, quando me vi em casa, sozinho no meu quarto, quando até a pobre Blanca me retirou o consolo do meu silêncio, movi os lábios para dizer: "Morreu. Avellaneda morreu", porque morreu é a palavra, morreu é o desmoronamento da vida, morreu vem de dentro, traz a verdadeira respiração da dor, morreu é o desespero, o nada frígido e total, o abismo puro e simples, o abismo. Então. quando movi os lábios para dizer: "Morreu", então vi minha imunda solidão..."
sábado, 16 de maio de 2009
Preciso Ler
faz tempo não escrevo nada, meu tempo de internet está todo dedicado a ler o que os outros escrevem ou já escreveream há séculos. Um pouco por que eu sou compulsiva e quando começo a ler um romancista, um blogueiro, um tuíteiro, um escritor de qualquer gênero, tipo e tamanho eu leio desgovernadamente. Depois por conta dos bloqueios da rede da secretaria. Lá eu não posso fazer login para escrever, mas posso visitar os blogs e tudo mais. Depois depois por que são tantas análises, histórias e graças tão bem feitas e que ainda não conheço, ou conheço e não me lembro mais, conheci e preciso rever... tantas letrasq ue pra mim tem sido mais urgente ler do que escrever, ouvir do que dizer.
Quantas vezes eu já não passei pelo manifesto pau-brasil? A vida inteira nos milhares de livros de teoria da literatura com os quais eu convivi a vida toda. E eu passei dias aqui quebrando a cabeça pra saber ao que Oswald de Andrade se referia quando escreveu sobre "a contribuição milionária de todos os erros". Até achar por acaso e descobrir que eu sempre soube e já gostava.
Bingo!
Por issos tudo vai continuar tendo mais coisas dos outros do que coisas minhas. E como são poucos os que me visitam tenho poucos a queme pedir perdão.
Aproveitem pra ler junto, queridos.
manifesto pau-brasil
A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.
O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.
Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.
O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.
A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.
Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.
A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.
A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.
Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.
Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Agil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.
A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.
Uma sugestão de Blaise Cendrars : – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.
Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.
A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.
Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.
Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.
Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.
Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.
A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.
Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.
Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 10) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 20) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.
O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.
Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.
A síntese
O equilíbrio
O acabamento de carrosserie
A invenção
A surpresa
Uma nova perspectiva
Uma nova escala.
Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil
O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.
Uma nova perspectiva.
A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.
Uma nova escala:
A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.
A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.
Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.
Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.
A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.
Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.
Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.
Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.
Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.
O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.
Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.
O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito.
O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.
A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.
Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.
Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.
OSWALD DE ANDRADE
(Correio da Manhã, 18 de março de 1924.)
sábado, 9 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Procrastineiros
Meu quarto está no maior nível de arrumação desde que me mudei pra cá, meu caderno ganhou uma capa nova de tecido muito bonita, comprei as sandálias lindas que eu estava desejando e precisando há meses, já comprei também o presente de dia das mães,ajudei minha mãe a organizar os milhares de tecidos dela, atualizei o perfil do orkut, vim postar qualquer coisa e estou pensando seriamente em sair daqui e ir fazer minhas unhas eu mesma.
Qualquer coisa.
Qaulquer coisa pra não fazer meu Memorial que está com o prazo estourando.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Bravos e Bravíssimas

Em 22 de Abril de 1500 Pedro Álvares Cabral batia cá nas praias baianas. Se foi achamento ou descobrimento, conquista ou invasão, por acaso ou intencionalmente, não pretendo discutir, deixemos para aula de História do Brasil I. O certo é que há quinhentos e nove anos começava uma história de exploração e massacre dos povos originais e os trazidos do continente do outro lado do Atlântico. É certo também que há quinhentos e nove anos começava para esses povos uma longa história de resistência.
Em 22 de Abril de 1998 o descendente direto dos mesmos senhores aos quais esses povos resistiam (e resistem) enterra seu filho no cemitério do Campo Santo. Dizem que nesse dia começava a definhar física e politicamente Antônio Carlos Magalhães, o que revelou ser grande vitória dos resistentes, tanto é que nove anos mais tarde beberíamos a morte do próprio.
Em 22 de Abril de 2002 há meio quilometro do mesmo cemitério, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas alguns calouros do curso de história, identificados com a história de luta daqueles e daquelas que resistiram à todos os senhores - seja os que desembarcam em praias baianas seja os que se enterram em campos santos – tomam atitude para reconstruir o movimento estudantil do curso. Nasce daí o Atitude e Resistência, junto com ele o Centro Acadêmico de História Luiza Mahin.
Parabéns à Anne, Carol Copque, Manu, , Itororó, Lorenzo, Paulo Roberto, Rafael Pedral, Tuk, Emily, Andréa, Caio, Carol, Dudu, Ediana, Elisa, Igor Costa, Ipirá, Kleydiane, Michael, Rafael Lins, Igor Almeida, Obede, Gabriel, Leonardo, Júlio, Vítor, Alex, Aline, Daniel, Denise, Flávia, Jan, Lacerda, Milena, Pedro, Wesley.
Parabéns a todos e todas que constroem e construíram a luta, fizeram e fazem a história!
Com dois dias de atraso, meus salves e vivas a essas pessoas que me trouxeram o melhor da universidade, as mais honradas, revolucionárias, divertidas e, quase sempre, perspicazes lutas da UFBa e do Movimento Estudantil de História.
As meninas dos meus olhos.
Na foto faltam alguns, sobram outros. Mas vale pela alegria reunida.
O texto é de Tuk, companheiro querido.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Canção do Exílio
"Saudade de quê?", perguntei pensando que ia me consolar quando verificasse que não tem de que ter saudade. Por que volta e meia eu tô muito preocupada e quando pergunto pra mim o que me aflige descubro que não é nada, ou uma coisa muito boba que eu inventei pra me aborrecer e esqueci de me desfazer dela.
Mas não foi o caso,né? Quando me mandei a lista de gentes, lugares e situações que andam me faltando, arrependi da hora que perguntei.
Quando foi hoje, pela hora de acordar, sonhei que estava numa cidade vizinha à Ibiassucê e não podia ir lá, não tinha tempo, não tinha carro, eu não conseguia ligar pra ninguém pedindo pra me buscar... pesadelo.
É que as gentes,os lugares e situações que tanto me fazem falta estão lá nessa cidade que pouca gente sabe que existe. 1 ano e 4 meses longe de Ibiassucê está me fazendo um estrago na tranquilidade que nem calculo...
Vó, manda uma passagem pra mim, que eu tô sofrendo da saudade e sonhando todo dia.
Ai,ai...
sábado, 18 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Caderno de Saramago
Maus tratos
By José SaramagoSou em geral conhecido como pessimista. Ao contrário do que alguma vez possa ter parecido, dada a insistência com que afirmo o meu radical cepticismo sobre a possibilidade de qualquer melhoria efectiva e substancial da espécie dentro do que em tempos não muito distantes se chamou progresso moral, preferiria ser optimista, mesmo que fosse apenas por ainda conservar a esperança de que o sol, por ter nascido todos os dias até hoje, nasça também amanhã. Nascerá, mas lá chegará também o dia em que ele se acabe. O motivo destas reflexões de abertura é o mau trato conjugal ou paraconjugal, a insana perseguição da mulher pelo homem, seja ele marido, noivo ou amante. A mulher, historicamente submetida ao poder masculino, foi reduzida a algo sem mais préstimo que o de ser criada do homem e simples restauradora da sua força de trabalho, e, mesmo agora, quando a vemos por toda a parte, liberta de algumas ataduras, exercer actividades que a vaidade masculina presumia de exclusivas do varão, parece que não queremos dar-nos conta de que a esmagadora maioria das mulheres continua a viver num sistema de relações pouco menos que medievais. São espancadas, brutalizadas sexualmente, escravizadas por tradições, costumes e obrigações que elas não escolheram e que continuam a mantê-las submetidas à tirania masculina. E, quando chega a hora, matam-nas.
A escola finge ignorar esta realidade, o que não pode surpreender se pensarmos que a capacidade formativa do ensino se encontra reduzida ao zero absoluto. A família, lugar por excelência de todas as contradições, ninho perfeito de egoísmos, empresa em falência permanente, está a viver a mais grave crise de toda a sua história. Os Estados partem do exacto princípio de que todos teremos de morrer e de que as mulheres não poderiam ser excepção. Para algumas imaginações delirantes, morrer às mãos do esposo, do noivo ou do amante, a tiro ou à facada, talvez seja mesmo a maior prova de amor mútuo, ele matando, ela morrendo. Às negruras da mente humana tudo é possível.
Que fazer? Outros o saberão embora não o tenham dito. Uma vez que a delicada sociedade em que vivemos se escandalizaria com medidas de exclusão social permanente para este tipo de crimes, ao menos que se agravem até ao máximo as penas de prisão, excluindo decisivamente as reduções de pena por bom comportamento. Por bom comportamento, por favor, não me façam rir.
clique no título para visitar o Caderno de Saramago.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
estranhices
Parece com a política, parece com minha vida amorosa, parece com a faculdade, parece com o trabalho... um pouquinho assim em cada pedaço da vida.
A palavra é frustrante.
Só não assisto pra me proteger.
domingo, 5 de abril de 2009

Ontem foi aniversário da ariana chata que, por sorte ou sina, é minha fraude do coração. Hoje é aniversário do ariano birrento, querido irmão n° 1. Saí pela manhã pra comprar presentes pros dois, arianos nem sempre merecem muito, mas com certeza esperam que você faça esse agrado mínimo pra eles.
Aconteceu que escolhi vestir a minha blusinha de estimação do Movimento Sem Terra e então descobri a fórmula secreta para não ser atendida nem naquelas lojas de sapato que os vendedores mais parecem moscas zanzando em cima de cada cliente.
Uma blusa do MST = nem bom dia eu te dou.
Ô dó...
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Carta aberta à Michelle Obama

Foi com imensa alegria e esperança que assistimos, aqui da periferia, à posse de seu marido como presidente do planeta. Quanta emoção ver sua jovem e belíssima família sorridente, encantando a todos com uma elegância e uma inteligência que há muito não se via aí nos inquilinos da Casa Branca.
Você estava linda, Michelle, parabéns! Seu marido é puro charme e suas filhinhas são encantadoras. Não deve ser nada fácil ter todo mundo (literalmente) olhando pra cada detalhe do seu visual, à busca de algo para criticar. E vocês se saíram muito bem.
Mas agora que estão confortavelmente instalados no lugar que merecem, e a opinião dos caretas wasp (White, Anglo-Saxon and Protestant) não vai mudar isso, será que dava pra você, Malia e Sasha mandarem à merda essa moda de cabelos lisos a qualquer custo?
Já que qualquer coisa que vocês fizerem daqui pra frente vai virar tendência imediata (ou, no mínimo, virar tema de debates calorosos), que tal aproveitar esses holofotes pra nos libertar – nós, mulheres cacheadas de todas as etnias – da ditadura do cabelão escorrido e lançar a moda dos cabelos ao natural, sem alisamentos, chapinhas nem escovas? Assim, em vez de perderem horas no salão domando as jubas, as garotas vão ter mais tempo livre para fazer outras coisas divertidas, inteligentes e produtivas, como brincar, ler, estudar e – quem sabe um dia – até presidir um dos nossos países.
Promete que vai pensar, Michelle? Temos certeza de que vocês vão continuar lindas como sempre. Vai ser um ato tão importante pra nós como foi para o mundo o compromisso que seu marido assinou de fechar Guantánamo em um ano. E outra tortura a menos.
Desde já, agradecemos todas.
Cartinha roubada da Revista TPM. Texto por Juliana Sampaio e Laura Guimarães, do http://mothern.blogspot.com
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
Pedra
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço."
Pedaço de Paixão, Adélia Prado.
Buenas noches, compadritos!
¿Te gusta una sopita de nuestro portuñol rasgado e sien verguenza?Nestes tempos eu poderia escrever somente telegramas e gastar meus dedos tagarelas em bonequinhos de biscuit, rabiscos, desenhinhos com ou sem sentido.
Assim o mundo vira de novo uma bola bonita e minúscula, né? Nada dessa imensidão cheia de sócios-econômicos-culturais. E eu gosto até de maquinar. Mas agora é bom um planeta que só cabe um menino e sua rosa e problemas e amores e risos de e entre menino e rosa.
Lá vou eu fazer biscuit, depois eu apareço com foto.
E se eu estou me rodeando de niños, Adélia, portuñol, pequeno príncipe e rosa é sinal de que a pedra pode ser tudo outra vez.
sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eu devia estar delirando!
Pelo menos eu estudo História da América 3, História Contemporânea 1, História e Literatura, Historiografia 1, Didática (eca!) e a boa e velha Patiologia 7 (é, eu sou uma ve-te-ra-na!).
Fora didática é tudo legal, fora didática, meus horários são ótimos, fora didática, é tudo lá em São Lázaro, o melhor pior campus de todos.
Tem vista pro mar, mangueiras, jambeiros, cachorros, cavalos, burrinhos, pássaros, mato, caminhos secretos, feiras turcas, cubanos, dinamarqueses, argentinos, gregos, baianos, vegetarianos, haribôs, patricinhas de psicologia e até mesmo uma boa quantidade de trotskistas. Um lugar lendário...
Aí, pra completar, a partir de segunda serei uma estagiaria do Bolsa Família. Terei chefes, colegas, afazeres... tudo que muita gente achava que eu já tinha antes: trabalho no emprego.
É bom deixar todo mundo informado dos meus dias futuros que é pra ver se vocês me adulam da minha tristeza de final de férias.
E que ninguém se espante se segunda feira vier um post feliz por ter voltado, podem ter certeza que é delírio... é que São Lázaro tem muita fumaça!
Té lá.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Pode se derreter...


Não é das coisas mais lindas do mundo poder brincar com Frida? Linda, cheia de cores... vestidões!
Pois é só ampliar e imprimir.
Mas se você tiver uma folha imantada, é baratinha e vende em armarinhos, é só colar a impressão na folha, recortar e aí usar na geladeira ou naqueles murais de foto e ser feliz pra sempre.
Primeiro eu pensei que poderia presentear uns amigos com isso, depois eu ahcei que seria bem melhor matar todos eles de inveja. Né?
achei aqui. Na galeria tem Alice no país das maravilhas, personagens de Razão e Sensibilidade, Cleopatra e tudo mais.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Passarinho Verde
O nome dessa coisa é forró.
E forró é a trilha sonora mais perfeita pra quando uma graúna negra avista um passarinho verde...
Isso é bom, isso é bom!
só Andrezza que não gosta...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Como saberemos por que eu continuo sorrindo e cantando depois de passar meia hora na fila mega calorenta do Salvador Card para ser roubada em meus últimos centavos pelo stps, pegar um buzu sentada no sol quente e perder o ponto por que duas senhoras obesas resolveram ficar cheirando o cangote do motorista e impedir completamente a passagem de qualquer ser vivo pela porta de descida, andar o dobro do que o de costume e debaixo dum sol ,tenho que dizer de novo, um sol quente inacreditável e ainda subir uma escada massa, chegar aqui na sala e descobrir que" iiiih! queimou o ar condicionado!"?
hahaha, respirei.
É que eu tenho a leve impressão de que é tudo bobagem.
Né?
Gabriel García Marquez II
POR PEDRO DE LA HOZ — do jornal Granma
TENDO obtido o Prêmio Nobel, com os aplausos e reverências que acompanham esse imenso mérito, vi Gabriel García Márquez refugiar-se num dos aposentos da Casa do Caribe, em Santiago de Cuba, com o rosto livoroso, após presenciar o sacrifício de um animal de quatro patas a uma deidade africana. "Eu sei que o sangue purifica, mas a dor da vítima é muito forte para mim", declarou sentado numa poltrona de vime.
Um diplomata alemão em Havana quis mostrar-lhe em detalhes cada um dos exemplares da flora de seu jardim, durante 40 minutos intermináveis. No fim de sua exposição minuciosa, perguntou ao escritor suas impressões. García Márquez respondeu com apenas quatro palavras: "Tudo é muito alemão".
Nesses dias, ele irrompeu de improviso na redação do Granma Internacional. Raptou seu xará Gabriel Molina para juntos procurarem seu amigo Ángel Augier no município de Habana del Este, e matarem as saudades dos dias compartilhados na redação da agência Prensa Latina.
Foi literalmente uma ascensão ao céu: o elevador do prédio onde mora o poeta estava desconsertado.
Somente três das milhares de anedotas cubanas de Gabriel José de la Concepción García Márquez podem fazer-nos lembrar como a longa união com a fama não fizeram com que perdesse a ousadia nem as apreensões próprias de um homem nascido há 80 anos em Aracataca, uma localidade úmida do Caribe colombiano, devastada por causa das guerras políticas e da decadência das plantações de bananeiras. Um homem que, desde muito novo, definiu sua vocação literária, a partir do acúmulo de histórias fabulosas que sua avó Tranquilina Iguarán contava.
Um homem que para nós é mais um cubano por sua solidariedade inclaudicável, suas viagens à Ilha e, sobretudo, por sua íntima amizade com Fidel, que retratou com verbo eloqüente e certeiro da seguinte maneira: "Quando fala com o povo, a conversa recobra a expressividade e a franqueza crua da afeição real. Chamam-no de Fidel. Cercam-no sem riscos, tuteiam-no, contradizem-no, reclamam dele com franqueza Então, é que descobrimos o ser humano insólito, que o resplendor de sua própria imagem não nos deixa ver. Este é o Fidel Castro que creio conhecer: um homem de costumes austeras e ilusões insaciáveis, com uma educação formal correta, de palavras cautelosas e modos delicados e incapaz de conceber uma idéia que não seja descomunal".

*Gabo aos patos
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Coração da gente - o escuro, escuros.

"O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão."
(p.20)
"Eu queria decifrar as coisas que são importantes.E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente. Queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente para fazer tantos atos, dar corpo ao suceder. O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!" (p. 74)
Pedaços soltos de Grande Sertão : Veredas, de Guimarães Rosa. Ele e Adélia são meus mineiros prediletos, são quem me reconciliam com o mundo quando eu fico exausta de tudo ou me fazem achar a vida ainda mais vistosa quando eu já estou satisfeita com as cores dela.
Eu achava que era assim por que eu sou do sertão também, mas esse é só um pedaço que facilita. O caso é de ser gente e ter um coração cheio de nuances e escuros.
Ficam mais umas linhas pra vocês terem desejo de ler ou reler. Gosto demais dessa passagem que é Riobaldo preocupado com Diadorim depois que ela volta de um sumiço dizendo que se afastou pra cuidar de um ferimento. Nunca me canso dessa hora em que ele percebe esse descomum... Nunca me canso de perceber esse gostar descomum em mim nem de sentir o coração nos pés por pisável.
Não se cansem.
Ciao.Hasta.
" Que vida penosa não era capaz de ter levado, tantos dias, sem o auxílio de ninguém, tratando o machucado com emplastos de raízes e folhas, comendo o quê? Assunto de fome e toda sorte de míngua devia ele de ter penado. E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés por pisável e dele o tempo todo eu tinha gostado. Amor que amei - daí então acreditei. A pois, o que sempre não é assim?"
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
6 coisas
6 coisas, 6 links é um selo que recebi da Thaís, a eterna Bailarina Urbana, sobre a qual eu falei no primeiro post desse blog, e que agora pode ser encontrada, lida e relida no Abóboras ao Vento.Já que vocês, queridas e queridos milhares de leitores, já tão indo lá visitar o blog, aproveitem pra votar no Abóboras como o melhor do Gupo E no Concurso Geistólia.
Agora vamos cumprir as obrigações:
6 Regras:
1. Linkar a pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um
comentário para ela.
6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.
6 coisas sobre mim:
1. Eu não sei andar de bicileta.
2. Eu não sou batizada.
3. Quando o mundo beira o insuportável, leio Adélia Prado.
4. Coleciono adesivos de campanhas políticas ( de esquerda, somente).
5. Já mudei de casa mais de 10 vezes.
6. Quando eu era pequena queria muito tocar numa fanfarra, mas até hoje não sei tocar instrumento algum.
6 Links:
1.Ninguém Escreve ao Coronel
2.Tiago LP
3.Ibiassucê
4.Colombina
5.Caleidoscópio
6.Farol no Fim do Mundo
É isso aí, pessoas. Três vivas e avante!
Chilique desgramado!
e o layout pra ajeitar, e o prêmio, e as milhares de idéias pra postar?
Humpf!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Enxoval
Não são toalhas, lençóis, móveis ou eletrodomésticos...
Escolhi a música pro final da cerimônia, para tocar com violino, flautas e piano (ou percussão,vai que o noivo é batuqueiro?!).
A linha e o linho
música e letra: Gilberto Gil
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O ziguezague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
Pode ouvir clicando no título.
E o quadro é de Jack Vettriano, The singing butler.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Beijos, bocejos, recomendações.
Nós eramos eu, irmão mais velho, cunhada, primos e uma adolescente bonita que estava começando a se agregar à família. Acho que a gente decidiu ficar acordado por que a adolescente bonita-desbocada-divertida estava de partida pra São Paulo junto com meu tio, a esposa dele (irmã ,que não conta com a minha simpatia, da adolescente bonita), a enteada pequenininha e minha tia Teco, aproveitando a carona pra passar uns dias na riviera paulista.
Não dormir garantiu uma despedida quentinha e barulhenta pro esvaziamento tão atípico em um início de janeiro ibiassuceênse, principalmente se a família é a de D. Yolanda e Seu Zé. Aí é casa cheia, comida farta e festa muita até o finzinho do mês! Mas se tem que despedir a gente faz com o mesmo amor com que recebe... beijos, abraços, bocejos, recomendações.
- Tia Teco, garante que tio Zé vai comprar meu mp-4 e traz com vc, senão ele me enrola! Eu não vou embora antes de você voltar, tô te esperando,viu?!
- Vou tentar...
Sorriso pequeno, sinal de "não garanto muito". Aí ela não chegou na riviera paulista nem voltou logo, do mesmo jeito que a adolescente divertida. E a vida ficou muito mais atípica do que um janeiro vazio. É que pra mim a única causa de morte admissível pros 'meus' era a velhice e, ainda assim, seria inédito e dolorido.
Tia Teco levou dois meses tentando resistir e voltar, e foram dois meses de angústia, sofrimento, esperança, reza e cheiro de hospital, mas foi depois dessa despedida quentinha há um ano atrás meu último dia de uma coisa que eu não sei o nome, mas que faz a gente ser inteirinho, e que só existe em quem nunca teve de se despedir de alguém, sem saber, pro resto da vida.
Todo dia ainda tem um pouquinho de dor,um tanto de saudade. Só que descobri que a tristeza é um trem enorme, não essas besteirinhas reversíveis... já a alegria dá de tudo que é tamanho, é fácil de apanhar e dura mais que quebra-queixo do bom.
Olha que quebra-queixo do bom é uma senhora alegria! E Mc donalds, tia Tequinho?
sábado, 3 de janeiro de 2009
Perdi.

Eu tive alguns blogs.
O último chamava Coração em Desalinho e me ocupava um tempo danado. Na época em que ter blog era febre, mas poucos sabiam criar um e precisava entender alguma coisa de código html, do mesmo jeito que ter orkut já foi objeto de desejo ,só que nem todo mundo tinha um amigo que lhe indicasse.
Ainda não existia o miguxês, mas eu passei por vários blogs das precursoras dessa língua tentando angariar visitas pro coração em desalinho, afinal de contas, blog sem visitas... pregação no deserto! Aí elas iam lá e colocavam um comentário padrão deixando evidente que não tinham lido nada... e eu que tinha gastado meu tempo com cada texto besteirol pré-miguxo só pra fazer um comentário interado!
O que salvava a vida eram os blogs que viravam amigos e os amigos que viravam blogs. Isso formava uma rede maluca das mais diversas idéias e lugares e até hoje eu tenho uma queridona da blogosfera, uma bailarina urbana, uma Blume alemã que podia ser aeromoça e um tanto de gente que me deu enredos e tramas reais pra acompanhar, além de terem tido paciência pra todas as minhas dê-erres e insanidades eternas.
Faz tempo e eu perdi mais de um blog. Perdi também minha incrível habilidade de autodidata com o html. Perdi essa necessidade de visitas e comentários, perdi preconceitos, perdi tempo livre, perdi um monte de coisas de minha vida de menina.
Mas não perdi minha vontade de tagarelar com os dedos do jeito que eu nunca faço com a boca e meus amigos continuam por aqui.
Juro que não conto pra nenhum que re-fiz um Blog.




