quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

6 coisas

6 coisas, 6 links é um selo que recebi da Thaís, a eterna Bailarina Urbana, sobre a qual eu falei no primeiro post desse blog, e que agora pode ser encontrada, lida e relida no Abóboras ao Vento.

Já que vocês, queridas e queridos milhares de leitores, já tão indo lá visitar o blog, aproveitem pra votar no Abóboras como o melhor do Gupo E no Concurso Geistólia.

Agora vamos cumprir as obrigações:

6 Regras:

1. Linkar a pessoa que te indicou.
2. Escrever as regras do meme em seu blog.
3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.

4. Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um
comentário para ela.

6. Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.


6 coisas sobre mim:

1. Eu não sei andar de bicileta.
2. Eu não sou batizada.
3. Quando o mundo beira o insuportável, leio Adélia Prado.
4. Coleciono adesivos de campanhas políticas ( de esquerda, somente).
5. Já mudei de casa mais de 10 vezes.
6. Quando eu era pequena queria muito tocar numa fanfarra, mas até hoje não sei tocar instrumento algum.

6 Links:

1.Ninguém Escreve ao Coronel
2.Tiago LP
3.Ibiassucê
4.Colombina
5.Caleidoscópio
6.Farol no Fim do Mundo


É isso aí, pessoas. Três vivas e avante!

Chilique desgramado!

... é que dá um ódio quando a gente tem um blog de família pra sustentar e fica sem computador!


e o layout pra ajeitar, e o prêmio, e as milhares de idéias pra postar?
Humpf!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Enxoval

Ainda não tenho namorado pra casar, mas como boa moça do interior do mato comcei ontem a juntar me enxoval.

Não são toalhas, lençóis, móveis ou eletrodomésticos...

Escolhi a música pro final da cerimônia, para tocar com violino, flautas e piano (ou percussão,vai que o noivo é batuqueiro?!).


A linha e o linho
música e letra: Gilberto Gil


É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia

E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O ziguezague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão

A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza



Pode ouvir clicando no título.
E o quadro é de Jack Vettriano, The singing butler.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Beijos, bocejos, recomendações.

Há um ano atrás, 7 de janeiro de 2008, nós decidimos não dormir até a madrugada chegar.

Nós eramos eu, irmão mais velho, cunhada, primos e uma adolescente bonita que estava começando a se agregar à família. Acho que a gente decidiu ficar acordado por que a adolescente bonita-desbocada-divertida estava de partida pra São Paulo junto com meu tio, a esposa dele (irmã ,que não conta com a minha simpatia, da adolescente bonita), a enteada pequenininha e minha tia Teco, aproveitando a carona pra passar uns dias na riviera paulista.

Não dormir garantiu uma despedida quentinha e barulhenta pro esvaziamento tão atípico em um início de janeiro ibiassuceênse, principalmente se a família é a de D. Yolanda e Seu Zé. Aí é casa cheia, comida farta e festa muita até o finzinho do mês! Mas se tem que despedir a gente faz com o mesmo amor com que recebe... beijos, abraços, bocejos, recomendações.

- Tia Teco, garante que tio Zé vai comprar meu mp-4 e traz com vc, senão ele me enrola! Eu não vou embora antes de você voltar, tô te esperando,viu?!

- Vou tentar...

Sorriso pequeno, sinal de "não garanto muito". Aí ela não chegou na riviera paulista nem voltou logo, do mesmo jeito que a adolescente divertida. E a vida ficou muito mais atípica do que um janeiro vazio. É que pra mim a única causa de morte admissível pros 'meus' era a velhice e, ainda assim, seria inédito e dolorido.

Tia Teco levou dois meses tentando resistir e voltar, e foram dois meses de angústia, sofrimento, esperança, reza e cheiro de hospital, mas foi depois dessa despedida quentinha há um ano atrás meu último dia de uma coisa que eu não sei o nome, mas que faz a gente ser inteirinho, e que só existe em quem nunca teve de se despedir de alguém, sem saber, pro resto da vida.

Todo dia ainda tem um pouquinho de dor,um tanto de saudade. Só que descobri que a tristeza é um trem enorme, não essas besteirinhas reversíveis... já a alegria dá de tudo que é tamanho, é fácil de apanhar e dura mais que quebra-queixo do bom.
Olha que quebra-queixo do bom é uma senhora alegria! E Mc donalds, tia Tequinho?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Perdi.


Eu tive alguns blogs.

O último chamava Coração em Desalinho e me ocupava um tempo danado. Na época em que ter blog era febre, mas poucos sabiam criar um e precisava entender alguma coisa de código html, do mesmo jeito que ter orkut já foi objeto de desejo ,só que nem todo mundo tinha um amigo que lhe indicasse.

Ainda não existia o miguxês, mas eu passei por vários blogs das precursoras dessa língua tentando angariar visitas pro coração em desalinho, afinal de contas, blog sem visitas... pregação no deserto! Aí elas iam lá e colocavam um comentário padrão deixando evidente que não tinham lido nada... e eu que tinha gastado meu tempo com cada texto besteirol pré-miguxo só pra fazer um comentário interado!

O que salvava a vida eram os blogs que viravam amigos e os amigos que viravam blogs. Isso formava uma rede maluca das mais diversas idéias e lugares e até hoje eu tenho uma queridona da blogosfera, uma bailarina urbana, uma Blume alemã que podia ser aeromoça e um tanto de gente que me deu enredos e tramas reais pra acompanhar, além de terem tido paciência pra todas as minhas dê-erres e insanidades eternas.

Faz tempo e eu perdi mais de um blog. Perdi também minha incrível habilidade de autodidata com o html. Perdi essa necessidade de visitas e comentários, perdi preconceitos, perdi tempo livre, perdi um monte de coisas de minha vida de menina.

Mas não perdi minha vontade de tagarelar com os dedos do jeito que eu nunca faço com a boca e meus amigos continuam por aqui.

Juro que não conto pra nenhum que re-fiz um Blog.