“Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.”
Adélia Prado
minha lapidação é pra ser assim. diagnóstico, receita, prática,paciência, resultado.
domingo, 22 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Educandário dos Historiadores Mega Legais
Talvez pq eu seja uma virginiana nata ou uma zé goiaba de primeira qualidade, eu tenho um eficiente sistema de auto-punição, então, quando eu acho q eu não mereço uma coisa qualquer, enfio o rabo entre as pernas e vazo. Me recolho. Livro a paciência dos outros de minha inapetência sem pedir favor nenhum.
Pra compensar, pq senão era muita derrota, eu tb tenho um grande instinto de auto-preservação, logo, quando eu acho q não preciso aguentar um perrengue, saio de cena sem dar tchau e rindo cinicamente. Jogo pra cima. Me liberto da nojentice alheia.
Olhando assim é bem genérico e bobinho, mas eu descobri um dia desses de manhã, na hora de tomar banho e pensar na vida, q são exatamente essas duas coisas q atrapalham minha vida acadêmica e vão me fazer passar um ano a mais na faculdade. Toda vez q eu larguei uma matéria ou deixei de pegar é pq eu achei q não tava dando conta de fazer certinho ou pq se eu continuasse eu matava um* de tanto tédio ou de tanto ódio.
O problema é q agora esses escrúpulos não podem mais emperrar a continuidade do meu curso e eu tô mesmo disposta a chorar nos pés dos caboclo** pq a vida tá ruim, o semestre tá acabando, eu não tô fazendo nada muito certo,mas eu quero muitíssimo me formar e não custa nada caboclo me ajudar um pouquinho. Pq eu posso ser preguiçosa e fraudulenta, mas eu não sou de jeito nenhum picareta. Eu peço uma brecha nos prazos e uma abonação nas faltas, mas eu topo fazer qualquer trabalho extra e estudar cinquenta vezes mais do q o normal. Aí me faço pagar o suficiente e minha consciência desproblematiza, certo?
Quase.
Pq lá vai eu, q nunca pedi concessão nenhuma nessa bendita faculdade, com toda minha humildade e malemolência pedir "ô,professor(a), me dá uma chance, eu faço qualquer coisa!" e eles me olham com uma cara, ah, uma cara de juízo final, e descarregam uma cantilena cheia de moral sobre minhas faltas, minhas leituras, o tanto de tempo q eu fico na sala de aula e minha irresponsabilidade por não ter feito um fichamentozinho boboca lá no início do semestre.
Aí eu sofro de raiva pq odeio precisar de favores e ter de ouvir o sermão da montanha pra conseguir isso. E ver aquela cara de quem tá se sentindo Jesus Nazareno reencarnado, tão bom e tão justo. Não é pra tanto, hein? Fica a dica.
Me seguro o quanto posso pra não pedir com educação pros meus queridos professores doutores historiadores mega legais pra que eles peguem essas provas com todos os textos do semestre q eles querem q eu faça lá no meio de dezembro e VSL.***
*professor, lógico.
** professores, lógico.
*** vão se lenhar.
Pra compensar, pq senão era muita derrota, eu tb tenho um grande instinto de auto-preservação, logo, quando eu acho q não preciso aguentar um perrengue, saio de cena sem dar tchau e rindo cinicamente. Jogo pra cima. Me liberto da nojentice alheia.
Olhando assim é bem genérico e bobinho, mas eu descobri um dia desses de manhã, na hora de tomar banho e pensar na vida, q são exatamente essas duas coisas q atrapalham minha vida acadêmica e vão me fazer passar um ano a mais na faculdade. Toda vez q eu larguei uma matéria ou deixei de pegar é pq eu achei q não tava dando conta de fazer certinho ou pq se eu continuasse eu matava um* de tanto tédio ou de tanto ódio.
O problema é q agora esses escrúpulos não podem mais emperrar a continuidade do meu curso e eu tô mesmo disposta a chorar nos pés dos caboclo** pq a vida tá ruim, o semestre tá acabando, eu não tô fazendo nada muito certo,mas eu quero muitíssimo me formar e não custa nada caboclo me ajudar um pouquinho. Pq eu posso ser preguiçosa e fraudulenta, mas eu não sou de jeito nenhum picareta. Eu peço uma brecha nos prazos e uma abonação nas faltas, mas eu topo fazer qualquer trabalho extra e estudar cinquenta vezes mais do q o normal. Aí me faço pagar o suficiente e minha consciência desproblematiza, certo?
Quase.
Pq lá vai eu, q nunca pedi concessão nenhuma nessa bendita faculdade, com toda minha humildade e malemolência pedir "ô,professor(a), me dá uma chance, eu faço qualquer coisa!" e eles me olham com uma cara, ah, uma cara de juízo final, e descarregam uma cantilena cheia de moral sobre minhas faltas, minhas leituras, o tanto de tempo q eu fico na sala de aula e minha irresponsabilidade por não ter feito um fichamentozinho boboca lá no início do semestre.
Aí eu sofro de raiva pq odeio precisar de favores e ter de ouvir o sermão da montanha pra conseguir isso. E ver aquela cara de quem tá se sentindo Jesus Nazareno reencarnado, tão bom e tão justo. Não é pra tanto, hein? Fica a dica.
Me seguro o quanto posso pra não pedir com educação pros meus queridos professores doutores historiadores mega legais pra que eles peguem essas provas com todos os textos do semestre q eles querem q eu faça lá no meio de dezembro e VSL.***
*professor, lógico.
** professores, lógico.
*** vão se lenhar.
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