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domingo, 3 de abril de 2011

domingo, 29 de agosto de 2010

Memórias, crônicas e declarações (?) de amor

Gardênia, a primeira cartinha, Ibiassucê, Novembro de 99.

Cal, sempre dando em cima do carteiro,Vitória da  Conquista, agosto de 2002.

Milena, tb dando em cima do carteiro, um pouco mais hard core do que Clara, Vitória da Conquista, julho de 2002. "alô, alô, carteirinho, aqui quem fala é 1000. Acho q vc tem cara de Ricardão, sou fã dos Ricardões.... Beijos e mais beijos"

Jean, num 1 de abril. Não contou nenhuma mentira, acho. Também não sei se ele penou mais pra escrever ou eu enquanto não chegava uma resposta. São Paulo, 2004.

Maeve, contando nossa história. Essa passou pelocrivo da censura. ; )

Por fim, um msn de pobre com Cleverson e Laís. Eu de azul, Laís de vermelho, Cleverson de preto no papel rosa. Tudo misturado no branco.


Não moro mais no Barbalho, mas podem mandar cartas no mesmo endereço que elas chegam. (me sequestrar lá não vai dar certo pq, né? desculpem.).
Uma hora vou ter q postar uma foto das cartas abertas, mas ainda existem coisas comprometedoras aí dentro 0.0

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De ouro.

50 anos


16 dias


De uma ponta a outra da história que começou com 2 meses de namoro e noivado, um sem fim de bilhetes apaixonados escritos por ele, na versão de minha avó, e um pedido pra Santo Antônio feito por ela, na versão de meu avô.

Eles falam assim provocando um ao outro : "ele escrevia tanto bilhete que até me cansava, se me encontrasse na rua e só falasse de longe, em cinco minutos já manda um papelzinho dando explicações!" .E ele vai logo contando da festa de Santo Antônio que aconteceu na casa de meu bisavô: " Quando eu vi, ela tava fazendo um carinho na cabeça de Santo Antônio, pedindo um marido pra casar. ".

O jogo de provocação só dura o tempo da gente sorrir com os gracejos dos dois. Aí vem o derretimento, o xamego: " Eram bilhetes muito bonitos, ele sempre escreveu bem" - "Na verdade Santo Antônio nunca me faltou, ele sabia que tava me protegendo me dando uma mulher assim pra eu casar.".

Essas cantadas de namoro acontecem um monte de vezes por dia, entre briguinhas bobas, adulações, conversas longas, sesta compartilhada, paciência, tolerância e facilidade de rir um do outro. A conquista nunca se completa.

Na ponta de cá, nossa Izabella, Zabelê, cheirosinha, tranquila e que com 16 dias (agora 20) de vida já tem duas proezas na biografia: uma viagem de 700 km em cima de um caminhão e continuar dormindo plácida e impertubável com a gritaria desordenada de dois bisavós, 9 tios- avós, 16 primos segundos, 1 tio tonto e 1 pai babão. Menina promissora, não é?

domingo, 14 de março de 2010

Amor Rasgado


Esta foto é de uma das minhas cenas prediletas d'as Pontes de Madison, que vem a ser um de meus filmes prediletos. A trama é de uma delicadeza rara, talvez pq baseado numa história de amor rasgado de verdade...

O caso começa enquanto o marido de Francesca viaja com os dois filhos e ela conhece Robert, um fotógrado da National Geografic que está fazendo uma reportagem sobre as pontes da região em q ela mora (Madison, obviamente). Não vou contar detalhes, detalhesinhos, mas é lindo. Sem ser mimimi nem intelectualóide. Lindo.

Nesta cena da foto, alguém está falando dele no telefone, mal pelo que me recordo, falando de como é estranho e suspeito esse forasteiro, e ela começa a ajeitar a camisa dele com esse jeito q eu tenho certeza de que faria igual, e ele segura a mão dela assim desse modo que também me deixaria apaixonada pra sempre. É nessa hora aliás que se determina o 'pra sempre' do amor. nesse pedacinho de cumplicidade.


É tudo que eu quero.

Veja m como os atores, a cor amarelada, os elementos do cenário são perfeitos pra história. Olha esse telefone, olha esse figurino... morro de amar.

Quero escrever um bilhete semi-apaixonado.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Canção do Exílio

Ontem acordei de manhã, assim naquele estado de semi-consciência, e a primeira coisa que senti foi uma saudade... aí estranhei!
"Saudade de quê?", perguntei pensando que ia me consolar quando verificasse que não tem de que ter saudade. Por que volta e meia eu tô muito preocupada e quando pergunto pra mim o que me aflige descubro que não é nada, ou uma coisa muito boba que eu inventei pra me aborrecer e esqueci de me desfazer dela.
Mas não foi o caso,né? Quando me mandei a lista de gentes, lugares e situações que andam me faltando, arrependi da hora que perguntei.
Quando foi hoje, pela hora de acordar, sonhei que estava numa cidade vizinha à Ibiassucê e não podia ir lá, não tinha tempo, não tinha carro, eu não conseguia ligar pra ninguém pedindo pra me buscar... pesadelo.

É que as gentes,os lugares e situações que tanto me fazem falta estão lá nessa cidade que pouca gente sabe que existe. 1 ano e 4 meses longe de Ibiassucê está me fazendo um estrago na tranquilidade que nem calculo...

Vó, manda uma passagem pra mim, que eu tô sofrendo da saudade e sonhando todo dia.

Ai,ai...

sábado, 21 de março de 2009

Pedra

"De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço."

Pedaço de Paixão, Adélia Prado.

Buenas noches, compadritos!
¿Te gusta una sopita de nuestro portuñol rasgado e sien verguenza?

Nestes tempos eu poderia escrever somente telegramas e gastar meus dedos tagarelas em bonequinhos de biscuit, rabiscos, desenhinhos com ou sem sentido.

Assim o mundo vira de novo uma bola bonita e minúscula, né? Nada dessa imensidão cheia de sócios-econômicos-culturais. E eu gosto até de maquinar. Mas agora é bom um planeta que só cabe um menino e sua rosa e problemas e amores e risos de e entre menino e rosa.

Lá vou eu fazer biscuit, depois eu apareço com foto.

E se eu estou me rodeando de niños, Adélia, portuñol, pequeno príncipe e rosa é sinal de que a pedra pode ser tudo outra vez.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Passarinho Verde

Tem uma coisa no mundo que me estragou pra sempre a dureza do coração e da cintura.

O nome dessa coisa é forró.

E forró é a trilha sonora mais perfeita pra quando uma graúna negra avista um passarinho verde...



Isso é bom, isso é bom!
só Andrezza que não gosta...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Coração da gente - o escuro, escuros.


"O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão."
(p.20)

"Eu queria decifrar as coisas que são importantes.E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente. Queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente para fazer tantos atos, dar corpo ao suceder. O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!" (p. 74)


Pedaços soltos de Grande Sertão : Veredas, de Guimarães Rosa. Ele e Adélia são meus mineiros prediletos, são quem me reconciliam com o mundo quando eu fico exausta de tudo ou me fazem achar a vida ainda mais vistosa quando eu já estou satisfeita com as cores dela.

Eu achava que era assim por que eu sou do sertão também, mas esse é só um pedaço que facilita. O caso é de ser gente e ter um coração cheio de nuances e escuros.

Ficam mais umas linhas pra vocês terem desejo de ler ou reler. Gosto demais dessa passagem que é Riobaldo preocupado com Diadorim depois que ela volta de um sumiço dizendo que se afastou pra cuidar de um ferimento. Nunca me canso dessa hora em que ele percebe esse descomum... Nunca me canso de perceber esse gostar descomum em mim nem de sentir o coração nos pés por pisável.

Não se cansem.

Ciao.Hasta.

" Que vida penosa não era capaz de ter levado, tantos dias, sem o auxílio de ninguém, tratando o machucado com emplastos de raízes e folhas, comendo o quê? Assunto de fome e toda sorte de míngua devia ele de ter penado. E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés por pisável e dele o tempo todo eu tinha gostado. Amor que amei - daí então acreditei. A pois, o que sempre não é assim?"

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Beijos, bocejos, recomendações.

Há um ano atrás, 7 de janeiro de 2008, nós decidimos não dormir até a madrugada chegar.

Nós eramos eu, irmão mais velho, cunhada, primos e uma adolescente bonita que estava começando a se agregar à família. Acho que a gente decidiu ficar acordado por que a adolescente bonita-desbocada-divertida estava de partida pra São Paulo junto com meu tio, a esposa dele (irmã ,que não conta com a minha simpatia, da adolescente bonita), a enteada pequenininha e minha tia Teco, aproveitando a carona pra passar uns dias na riviera paulista.

Não dormir garantiu uma despedida quentinha e barulhenta pro esvaziamento tão atípico em um início de janeiro ibiassuceênse, principalmente se a família é a de D. Yolanda e Seu Zé. Aí é casa cheia, comida farta e festa muita até o finzinho do mês! Mas se tem que despedir a gente faz com o mesmo amor com que recebe... beijos, abraços, bocejos, recomendações.

- Tia Teco, garante que tio Zé vai comprar meu mp-4 e traz com vc, senão ele me enrola! Eu não vou embora antes de você voltar, tô te esperando,viu?!

- Vou tentar...

Sorriso pequeno, sinal de "não garanto muito". Aí ela não chegou na riviera paulista nem voltou logo, do mesmo jeito que a adolescente divertida. E a vida ficou muito mais atípica do que um janeiro vazio. É que pra mim a única causa de morte admissível pros 'meus' era a velhice e, ainda assim, seria inédito e dolorido.

Tia Teco levou dois meses tentando resistir e voltar, e foram dois meses de angústia, sofrimento, esperança, reza e cheiro de hospital, mas foi depois dessa despedida quentinha há um ano atrás meu último dia de uma coisa que eu não sei o nome, mas que faz a gente ser inteirinho, e que só existe em quem nunca teve de se despedir de alguém, sem saber, pro resto da vida.

Todo dia ainda tem um pouquinho de dor,um tanto de saudade. Só que descobri que a tristeza é um trem enorme, não essas besteirinhas reversíveis... já a alegria dá de tudo que é tamanho, é fácil de apanhar e dura mais que quebra-queixo do bom.
Olha que quebra-queixo do bom é uma senhora alegria! E Mc donalds, tia Tequinho?