domingo, 22 de novembro de 2009

Fatal

“Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.”

Adélia Prado


minha lapidação é pra ser assim. diagnóstico, receita, prática,paciência, resultado.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Educandário dos Historiadores Mega Legais

Talvez pq eu seja uma virginiana nata ou uma zé goiaba de primeira qualidade, eu tenho um eficiente sistema de auto-punição, então, quando eu acho q eu não mereço uma coisa qualquer, enfio o rabo entre as pernas e vazo. Me recolho. Livro a paciência dos outros de minha inapetência sem pedir favor nenhum.

Pra compensar, pq senão era muita derrota, eu tb tenho um grande instinto de auto-preservação, logo, quando eu acho q não preciso aguentar um perrengue, saio de cena sem dar tchau e rindo cinicamente. Jogo pra cima. Me liberto da nojentice alheia.

Olhando assim é bem genérico e bobinho, mas eu descobri um dia desses de manhã, na hora de tomar banho e pensar na vida, q são exatamente essas duas coisas q atrapalham minha vida acadêmica e vão me fazer passar um ano a mais na faculdade. Toda vez q eu larguei uma matéria ou deixei de pegar é pq eu achei q não tava dando conta de fazer certinho ou pq se eu continuasse eu matava um* de tanto tédio ou de tanto ódio.

O problema é q agora esses escrúpulos não podem mais emperrar a continuidade do meu curso e eu tô mesmo disposta a chorar noss dos caboclo** pq a vida tá ruim, o semestre tá acabando, eu não tô fazendo nada muito certo,mas eu quero muitíssimo me formar e não custa nada caboclo me ajudar um pouquinho. Pq eu posso ser preguiçosa e fraudulenta, mas eu não sou de jeito nenhum picareta. Eu peço uma brecha nos prazos e uma abonação nas faltas, mas eu topo fazer qualquer trabalho extra e estudar cinquenta vezes mais do q o normal. Aí me faço pagar o suficiente e minha consciência desproblematiza, certo?

Quase.

Pq lá vai eu, q nunca pedi concessão nenhuma nessa bendita faculdade, com toda minha humildade e malemolência pedir "ô,professor(a), me dá uma chance, eu faço qualquer coisa!" e eles me olham com uma cara, ah, uma cara de juízo final, e descarregam uma cantilena cheia de moral sobre minhas faltas, minhas leituras, o tanto de tempo q eu fico na sala de aula e minha irresponsabilidade por não ter feito um fichamentozinho boboca lá no início do semestre.

Aí eu sofro de raiva pq odeio precisar de favores e ter de ouvir o sermão da montanha pra conseguir isso. E ver aquela cara de quem tá se sentindo Jesus Nazareno reencarnado, tão bom e tão justo. Não é pra tanto, hein? Fica a dica.

Me seguro o quanto posso pra não pedir com educação pros meus queridos professores doutores historiadores mega legais pra que eles peguem essas provas com todos os textos do semestre q eles querem q eu faça lá no meio de dezembro e VSL.***
-Se vocês não estudarem e aprenderem a pensar não serão bons professores, como eu, no futuro...


*professor, lógico.
** professores, lógico.
*** vão se lenhar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Certas coisas só acontecem com certas pessoas

é vem eu pra atravessar a rua. Sinal fechado fico esperando o sinal abrir, olho pro sinal verde, olho pra baixo e vejo um maluco. Maluco olha pra mim, eu olho pro maluco.Aí ele:
- Pq será q só mulher feia olha pra mim? Impressionante, nenhuma mulher bonita olha pra mim! Como é que é? Tô cagado?!
Então eu atravessei a rua rindo com minha cara de mulher feia q ri de tudo. Até de fratura exposta,né?

FIM

o maluco não era um tipo maluco mendigo. ele tava bem vestido e limpinho. Só sei q ele era maluco pq ele chegou e ficou falando ummonte de coisas com uma mulher q tava lá quietinha. e foi por isso q eu olhei pra ele tb.hehé.

sábado, 17 de outubro de 2009

Simone 3 vezes

O segundo Sexo Volume 1

HESITEI muito tempo em escrever um livro sobre a mulher.
O tema é irritante, principalmente para as mulheres. E
não é novo. A querela do feminismo deu muito que falar:
agora está mais ou menos encerrada. Não toquemos mais nisso.
. . No entanto, ainda se fala dela.

O Segundo Sexo Volume 2

NINGUÉM nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino
biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea
humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização
que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado
que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode
constituir um indivíduo como um Outro.


e uma entrevista ótima aqui.

Uma idéia besta

Essas pessoas q mentem a idade pq querem a juventude eterna, elas deveriam começar a mentir cedo e, em vez de mentir diminuindo a idade, deviam aumentar muito, muito. Aos 20 encheriam a boca pra dizer q chegaram aos 30. Assim todo mundo diria: "30, com essa carinha?!". "É, pois é. hehe". Aí a vida seguiria bonitinha e elas iriam se poupar desse ridículo q é ser uma pessoa q não conta a idade de jeito nenhum ou mente descaradamente pra menos.

sei, tem o perigo de aumentar bem a idade e todo mundo acreditar.
não, nem acho ruim mentir de brincadeirinha. De brincadeirinha pode tudo. Mas não mostrar a identidade nem pra mãe me apavora.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Hariborizei


omega star e mandala

Agora veja minha injustiça, os japoneses fazem origamis há séculos com a maior genialidade e eu só penso que estou sendo muito haribô.

O omega star e a mandala de oito pontas (acho que chamam de anel de compostela, mas parece mesmo é com a estrela de Davi) são fáceis e bem rápidos, ótimos pra quem tem pressa de ver logo o resultado. Eu tenho demais.


flor de lótus

Tem essas flores tb, já fiz cinquenta delas nos últimos dias. Elas têm doze centímetros de largura e seis de altura.Não sou a maníaca do origami, é tudo enfeite pra festa de casamento de meu irmão. Hehé. Meu presente de madrinha vai ser esse: papel,papel,papel.êêê!


Bão,só queria mostrar mesmo o quaaaanto eu sou prendada e tenho ziriguidum e balacobaco.


Além de GRANDE potencial haribô.

sábado, 25 de julho de 2009

das preguiças.


Depois que tentei matar meu blog, não adiantou muito ressuscitar. Parece que ele quer mesmo ficar quieto, dando nenhuma importância aos telefonemas, recados, comentários e convites mundo a fora. Eu estou exatamente assim,cá com as minhas férias de tudo.Com meu semi desemprego. Meu semi amigo de sempre. Minhas saudades colecionadas. Dias e dias sem sair de casa.

Mas tem volta.Destá que tem.

domingo, 17 de maio de 2009

Mário Benedetti foi embora.

Táctica y estrategia

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.

Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.

Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.

Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos

no haya telón
ni abismos.

Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.

Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.


E me despeço continuando com ele.

Sexta, 17 de janeiro

[...] Faz quatro meses que não anoto nada. No dia 23 de setembro, não tive coragem para escrever isto. [...] "Laura faleceu esta manhã."
No primeiro momento, recusei-me a entender. Laura não era ninguém, não era Avellaneda. "Faleceu", disse a voz do tio. Essa palavra é um nojo. Faleceu significa apenas um trâmite: "Uma notícia má, senhor", dissera o tio. E o que ele sabe? O que sabe de como uma notícia má pode destruir o futuro e o rosto, e o tato, e o sonho? [...]
Então, quando me vi em casa, sozinho no meu quarto, quando até a pobre Blanca me retirou o consolo do meu silêncio, movi os lábios para dizer: "Morreu. Avellaneda morreu", porque morreu é a palavra, morreu é o desmoronamento da vida, morreu vem de dentro, traz a verdadeira respiração da dor, morreu é o desespero, o nada frígido e total, o abismo puro e simples, o abismo. Então. quando movi os lábios para dizer: "Morreu", então vi minha imunda solidão..."

sábado, 16 de maio de 2009

Preciso Ler

Caros raros leitores,

faz tempo não escrevo nada, meu tempo de internet está todo dedicado a ler o que os outros escrevem ou já escreveream há séculos. Um pouco por que eu sou compulsiva e quando começo a ler um romancista, um blogueiro, um tuíteiro, um escritor de qualquer gênero, tipo e tamanho eu leio desgovernadamente. Depois por conta dos bloqueios da rede da secretaria. Lá eu não posso fazer login para escrever, mas posso visitar os blogs e tudo mais. Depois depois por que são tantas análises, histórias e graças tão bem feitas e que ainda não conheço, ou conheço e não me lembro mais, conheci e preciso rever... tantas letrasq ue pra mim tem sido mais urgente ler do que escrever, ouvir do que dizer.

Quantas vezes eu já não passei pelo manifesto pau-brasil? A vida inteira nos milhares de livros de teoria da literatura com os quais eu convivi a vida toda. E eu passei dias aqui quebrando a cabeça pra saber ao que Oswald de Andrade se referia quando escreveu sobre "a contribuição milionária de todos os erros". Até achar por acaso e descobrir que eu sempre soube e já gostava.

Bingo!

Por issos tudo vai continuar tendo mais coisas dos outros do que coisas minhas. E como são poucos os que me visitam tenho poucos a queme pedir perdão.

Aproveitem pra ler junto, queridos.

manifesto pau-brasil

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.

Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.

O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.

A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.

Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.

A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.

A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.

Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.

Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Agil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.

A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.

Uma sugestão de Blaise Cendrars : – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.

Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.

A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.

Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.

Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.

Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.

Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.

A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.

Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.

Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 10) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 20) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.

O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.

Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.

A síntese

O equilíbrio

O acabamento de carrosserie

A invenção

A surpresa

Uma nova perspectiva

Uma nova escala.

Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil

O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.

Uma nova perspectiva.

A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.

Uma nova escala:

A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.

A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.

Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.

Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.

A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.

Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.

Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.

Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.

Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.

O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.

Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.

O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito.

O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.

A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.

Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.

Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.

OSWALD DE ANDRADE
(Correio da Manhã,
18 de março de 1924.)

sábado, 9 de maio de 2009

Dois alto

Vamos brincar de parar de chover?

domingo, 3 de maio de 2009

Procrastineiros



Meu quarto está no maior nível de arrumação desde que me mudei pra cá, meu caderno ganhou uma capa nova de tecido muito bonita, comprei as sandálias lindas que eu estava desejando e precisando há meses, já comprei também o presente de dia das mães,ajudei minha mãe a organizar os milhares de tecidos dela, atualizei o perfil do orkut, vim postar qualquer coisa e estou pensando seriamente em sair daqui e ir fazer minhas unhas eu mesma.

Qualquer coisa.
Qaulquer coisa pra não fazer meu Memorial que está com o prazo estourando.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bravos e Bravíssimas



Em 22 de Abril de 1500 Pedro Álvares Cabral batia cá nas praias baianas. Se foi achamento ou descobrimento, conquista ou invasão, por acaso ou intencionalmente, não pretendo discutir, deixemos para aula de História do Brasil I. O certo é que há quinhentos e nove anos começava uma história de exploração e massacre dos povos originais e os trazidos do continente do outro lado do Atlântico. É certo também que há quinhentos e nove anos começava para esses povos uma longa história de resistência.

Em 22 de Abril de 1998 o descendente direto dos mesmos senhores aos quais esses povos resistiam (e resistem) enterra seu filho no cemitério do Campo Santo. Dizem que nesse dia começava a definhar física e politicamente Antônio Carlos Magalhães, o que revelou ser grande vitória dos resistentes, tanto é que nove anos mais tarde beberíamos a morte do próprio.

Em 22 de Abril de 2002 há meio quilometro do mesmo cemitério, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas alguns calouros do curso de história, identificados com a história de luta daqueles e daquelas que resistiram à todos os senhores - seja os que desembarcam em praias baianas seja os que se enterram em campos santos – tomam atitude para reconstruir o movimento estudantil do curso. Nasce daí o Atitude e Resistência, junto com ele o Centro Acadêmico de História Luiza Mahin.

7 anos.

Com muita luta, atitude e resistência!

Parabéns à Anne, Carol Copque, Manu, , Itororó, Lorenzo, Paulo Roberto, Rafael Pedral, Tuk, Emily, Andréa, Caio, Carol, Dudu, Ediana, Elisa, Igor Costa, Ipirá, Kleydiane, Michael, Rafael Lins, Igor Almeida, Obede, Gabriel, Leonardo, Júlio, Vítor, Alex, Aline, Daniel, Denise, Flávia, Jan, Lacerda, Milena, Pedro, Wesley.

Parabéns a todos e todas que constroem e construíram a luta, fizeram e fazem a história!
ATITUDE & RESISTÊNCIA - 7 ANOS CONSTRUINDO A LUTA, FAZENDO A HISTÓRIA!


Com dois dias de atraso, meus salves e vivas a essas pessoas que me trouxeram o melhor da universidade, as mais honradas, revolucionárias, divertidas e, quase sempre, perspicazes lutas da UFBa e do Movimento Estudantil de História.

As meninas dos meus olhos.

Na foto faltam alguns, sobram outros. Mas vale pela alegria reunida.
O texto é de Tuk, companheiro querido.


terça-feira, 21 de abril de 2009

Canção do Exílio

Ontem acordei de manhã, assim naquele estado de semi-consciência, e a primeira coisa que senti foi uma saudade... aí estranhei!
"Saudade de quê?", perguntei pensando que ia me consolar quando verificasse que não tem de que ter saudade. Por que volta e meia eu tô muito preocupada e quando pergunto pra mim o que me aflige descubro que não é nada, ou uma coisa muito boba que eu inventei pra me aborrecer e esqueci de me desfazer dela.
Mas não foi o caso,né? Quando me mandei a lista de gentes, lugares e situações que andam me faltando, arrependi da hora que perguntei.
Quando foi hoje, pela hora de acordar, sonhei que estava numa cidade vizinha à Ibiassucê e não podia ir lá, não tinha tempo, não tinha carro, eu não conseguia ligar pra ninguém pedindo pra me buscar... pesadelo.

É que as gentes,os lugares e situações que tanto me fazem falta estão lá nessa cidade que pouca gente sabe que existe. 1 ano e 4 meses longe de Ibiassucê está me fazendo um estrago na tranquilidade que nem calculo...

Vó, manda uma passagem pra mim, que eu tô sofrendo da saudade e sonhando todo dia.

Ai,ai...

sábado, 18 de abril de 2009

vício novo



e também: