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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ainda nessa vida...

1- Aprender a andar de bicicleta.

 2-  Namorar no Solar do Unhão



3- Ter a minha cadeira de balanço.


Eu sou fácil, fácil. =)
Mentira, se fosse já teria aprendido, namorado e me balançado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Inaugural


Não emplacamos Bahia, Flamengo, Pipoca nem Mangueira, mas seguimos firme como tem de ser.

feliz ano novo com vontade de samba, forró, leitoa assada, moqueca de peixe, risos fraternos, amores insanos e duradouros, novos e velhos comparsas, ares inéditos, aconchegos familiares, gostosuras de todos os tipos. feliz ano, agora que começamos pra valer.

(Photo by Thushan Amarasiriwardena, caption by Michael D. Kurtz / LongJaunt.com)

domingo, 12 de abril de 2009

Caderno de Saramago

Maus tratos

By José Saramago

Sou em geral conhecido como pessimista. Ao contrário do que alguma vez possa ter parecido, dada a insistência com que afirmo o meu radical cepticismo sobre a possibilidade de qualquer melhoria efectiva e substancial da espécie dentro do que em tempos não muito distantes se chamou progresso moral, preferiria ser optimista, mesmo que fosse apenas por ainda conservar a esperança de que o sol, por ter nascido todos os dias até hoje, nasça também amanhã. Nascerá, mas lá chegará também o dia em que ele se acabe. O motivo destas reflexões de abertura é o mau trato conjugal ou paraconjugal, a insana perseguição da mulher pelo homem, seja ele marido, noivo ou amante. A mulher, historicamente submetida ao poder masculino, foi reduzida a algo sem mais préstimo que o de ser criada do homem e simples restauradora da sua força de trabalho, e, mesmo agora, quando a vemos por toda a parte, liberta de algumas ataduras, exercer actividades que a vaidade masculina presumia de exclusivas do varão, parece que não queremos dar-nos conta de que a esmagadora maioria das mulheres continua a viver num sistema de relações pouco menos que medievais. São espancadas, brutalizadas sexualmente, escravizadas por tradições, costumes e obrigações que elas não escolheram e que continuam a mantê-las submetidas à tirania masculina. E, quando chega a hora, matam-nas.

A escola finge ignorar esta realidade, o que não pode surpreender se pensarmos que a capacidade formativa do ensino se encontra reduzida ao zero absoluto. A família, lugar por excelência de todas as contradições, ninho perfeito de egoísmos, empresa em falência permanente, está a viver a mais grave crise de toda a sua história. Os Estados partem do exacto princípio de que todos teremos de morrer e de que as mulheres não poderiam ser excepção. Para algumas imaginações delirantes, morrer às mãos do esposo, do noivo ou do amante, a tiro ou à facada, talvez seja mesmo a maior prova de amor mútuo, ele matando, ela morrendo. Às negruras da mente humana tudo é possível.

Que fazer? Outros o saberão embora não o tenham dito. Uma vez que a delicada sociedade em que vivemos se escandalizaria com medidas de exclusão social permanente para este tipo de crimes, ao menos que se agravem até ao máximo as penas de prisão, excluindo decisivamente as reduções de pena por bom comportamento. Por bom comportamento, por favor, não me façam rir.

clique no título para visitar o Caderno de Saramago.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Passarinho Verde

Tem uma coisa no mundo que me estragou pra sempre a dureza do coração e da cintura.

O nome dessa coisa é forró.

E forró é a trilha sonora mais perfeita pra quando uma graúna negra avista um passarinho verde...



Isso é bom, isso é bom!
só Andrezza que não gosta...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Enxoval

Ainda não tenho namorado pra casar, mas como boa moça do interior do mato comcei ontem a juntar me enxoval.

Não são toalhas, lençóis, móveis ou eletrodomésticos...

Escolhi a música pro final da cerimônia, para tocar com violino, flautas e piano (ou percussão,vai que o noivo é batuqueiro?!).


A linha e o linho
música e letra: Gilberto Gil


É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia-a-dia

E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O ziguezague do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão

A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza



Pode ouvir clicando no título.
E o quadro é de Jack Vettriano, The singing butler.