Mostrando postagens com marcador conversa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conversa. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de agosto de 2012

TPM

às vezes a tpm é só uma grande grande grande vontade de comer doces.



mas não relaxem, outras é mesmo aquele desejo de  descarregar uma metralhadora em cima de um monte de gente.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Março Enorme

Nesse março coube carnaval, terremoto, dia da mulher, contrato novo, emprego velho, acidente em usina nuclear, atraso gigante de salário, ciúmes, maratona de mensagens, conversa longa com amizade de data longa. Coube sair estampada em cartaz, entrevista de Tom Zé embrulhada pra presente,  teve muito calor e litros de chuva. Cruzeiros, turistas, veranistas, vizinhos. Gente até a tampa. Encontros, despedidas. Verão, outono.
Faltou água em casa, entrou água em casa. E ela já quer mudar de novo!
Viagens perdidas e milhares de exames médicos. Minhas costelas tão inteiras, descobri. Já o colesterol limítrofe. Pressão 11 por 6. Ainda março.
Temos a velha maré braba de março e tivemos a maior lua cheia dos últimos 18 anos. Teve batizado  no Bomfin e cheiro bom de sobrinho. Aniversário da princesa cara de jegue. Rever Zabelê. 7 meses. Não sei como coube tanta saudade, muita, de enlouquecer. Bem mais amor.


e agora tem até um tímido ensaio de retorno e deus sabe o que ainda teremos por que março não quer acabar. Haja chão. Vémaria, que acabe bem.

Mas perdoa o desentoado, faz tempo q eu não canto.

sábado, 6 de novembro de 2010

-Professora, quantos anos a senhora tem?
-23.
-Aah...parece 14!
-hehe, é mesmo, Renan?
-É, eu queria que fosse 14 mesmo, pq aí ainda dava tempo pra gente namorar.
-Toma vergonha, menino!

...

E lá vai uma risada cínica que só.

domingo, 29 de agosto de 2010

Memórias, crônicas e declarações (?) de amor

Gardênia, a primeira cartinha, Ibiassucê, Novembro de 99.

Cal, sempre dando em cima do carteiro,Vitória da  Conquista, agosto de 2002.

Milena, tb dando em cima do carteiro, um pouco mais hard core do que Clara, Vitória da Conquista, julho de 2002. "alô, alô, carteirinho, aqui quem fala é 1000. Acho q vc tem cara de Ricardão, sou fã dos Ricardões.... Beijos e mais beijos"

Jean, num 1 de abril. Não contou nenhuma mentira, acho. Também não sei se ele penou mais pra escrever ou eu enquanto não chegava uma resposta. São Paulo, 2004.

Maeve, contando nossa história. Essa passou pelocrivo da censura. ; )

Por fim, um msn de pobre com Cleverson e Laís. Eu de azul, Laís de vermelho, Cleverson de preto no papel rosa. Tudo misturado no branco.


Não moro mais no Barbalho, mas podem mandar cartas no mesmo endereço que elas chegam. (me sequestrar lá não vai dar certo pq, né? desculpem.).
Uma hora vou ter q postar uma foto das cartas abertas, mas ainda existem coisas comprometedoras aí dentro 0.0

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Para Radish e quem mais puder entender.

Eu tenho um tantinho de inveja das pessoas que tem desenvoltura e raciocínio rápido nas ocasiões inusitadas. Uma delas em meu lugar teria dito alguma coisa inteligente ou disparado:

- E eu, te conheço de algum blog?

Não o fiz, só ri e fiquei vermelha.

Talvez, se tivesse sido minha irmã gêmea...

De todo modo saiba que ainda comemoro o encontro.Que graça te ver, Radish, que graça!

domingo, 25 de julho de 2010

coisas minúsculas dos últimos dias

0- tangerina.

1-Hoje eu achei que tinha quebrado a máquina de lavar.fatalmente. E minha mãe viajando, imagine meu pavor...

2-Fiquei chateada uma porção de vezes com a inutilidade alheia nesse final de semana e até tive razão, mas não consigo lidar com a inutilidade desse sentimento.

3-Minha mãe já está quase voltando e não consegui arrumar nada que tinha que arrumar. Sou uó, sou uó.

4-Não me conformo de ser a pessoa mais solteira desse mundo.

5- Algumas pessoas se vangloriam por serem cosmopolitas. Eu sou da roça, funciono como uma pessoa da roça, vivo pra dentro como uma pessoa da roça. Por isso eu entendo os outros e me adapto a qualquer lugar do mundo sem frescuras, mas sempre com um pouco de tristeza.

6- com a tristeza se chegando lembro de contar q eu sempre li muito Vinícius de Moraes por puro comodismo, pq na nossa biblioteca caseira tem bem uns 4 livros bons dele com crônicas e poesia. Esses dias esbarrei em um por acaso e relembrei minha poesia predileta da pré-adolescência. Compreende-se que uma pessoa que se identifica com isso desde muito novinha não pode dar tão certo, vejam só:

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

e o nome, hein? eu nem sonhava com o marxismo dessa vida. e pensar que me sinto assim desde que me entendo por gente.

7 - Por falar em "entender por gente", tava conversando sobre Copa do Mundo com meus alunos do nono ano, aí vem Ju, 14 anos, e diz:

-Ah, professora, essa é a primeira copa q eu tô vendo de verdade, nas outras eu não raciocinava direito ainda!
-Mas menina, vc tinha 10 anos na Copa passada, já dava pra entender as coisas.
-Que nada, pró... até hoje eu ainda tô raciocinando mais ou menos...

Eu também, Ju, eu também. Mas eu só sou assim pra meninos e atravessar a rua. Da Copa eu dou conta.

8- Na barca, boa temperatura pras eleições. Dilma tá cheia de moral com meus companheiros de travessia. Serra nem pensar, hein? O PSDB saiu de um picolé de chuchu pra um picolé de jiló.

9-  Meu primeiro sobrinho será um menino. Lucas. Luquinhas. Luqueta. Neném S2

sábado, 3 de julho de 2010

Frio.

Como saber que você gosta dele se vocês só ficaram uma vez?

Se é preciso fazer um esforço considerável pra lembrar das pessoas com quem você ficou depois dele enquanto não há um dia sequer em que você não pense no sujeito, então, é muito provável. Há uma grande chance. Você está apaixonada, idiota!


Como saber que não vai dar certo?

Ele quis te ver mas não tanto assim, você não foi por que vc realmente não conseguiu ir. E agora já tem outra gorete menina no esquema.

O que fazer agora? 

 Morra. Lamente um pouquinho.fume um cigarro( mesmo que só mentalmente).esqueça.arranje outro.

foto de Piter Nidzgorski
Você não fez nenhum associação consciente entre o fato dele fumar e essa foto parecer tão representativa? Ponto procê.

domingo, 20 de junho de 2010

Domingueira

  • Achei uma foto muito bonita. E tem guarda-chuva, essa coisa tão amável. É da Elena Kalis.

  • Sonhei que estava conversando pelo twitter com um menino pelo qual eu me interesso e a gente descobria uma antipatia em comum. Era por uma pessoa sem nenhuma importância e que nem é conhecido da gente, acho que foi isso que me fez ficar tão alegre no sonho. Dividir coisinhas bobas e falar besteira sobre os outros é uma das maravillosas ocupaciones* da vida.e da vida amorosa principalmente.

  • E registro ainda q sempre sonho com conversas pelo msn ou pelo twitter... é q eu gosto muito mais de escrever do q de falar. Na escola eu conversava muito durante a aula, mas por escrito...arrancavamos uma folha do caderno e lá se ia. Era o msn de papel. Mas meus sonhos mais picaretas são as continuações de textos acadêmicos. Funciona assim: Eu estou estudando e morrendo de sono, de repente eu durmo e vou sonhando com o texto. Eu queria tanto me lembrar com perfeição o q q os aoutores dizem enquanto durmo, eu sei q são coisas super elaboradas e impressionantes. Peguei essa mania com Turma da Mônica. hehehe puro amor pelo meu mundo paralelo.

  • Não vim para contar nada disso, mas não importa muito. Vou ali tentar fazer bandeirolas pra casa, antes da hora de me arrumar pra ver o jogo do Brasil. São João e Copa, cabróns!

* Maravillosas Ocupaciones, Júlio Cortázar

Qué maravillosa ocupación cortarle la pata a una araña, ponerla en un sobre, escribir Señor Ministro de Relaciones Exteriores, agregar la dirección, bajar a saltos la escalera, despachar la carta en el correo de la esquina. Qué maravillosa ocupación ir andando por el bulevar Arago contando los árboles, y cada cinco castaños detenerse un momento sobre un solo pie y esperar que alguien mire, y entonces soltar un grito seco y breve, girar como una peonza, con los brazos bien abiertos, idéntico al ave cakuy que se duele en los árboles del norte argentino. Qué maravillosa ocupación entrar en un café y pedir azúcar, otra vez azúcar, tres o cuatro veces azúcar, e ir formando un montón en el centro de la mesa, mientras crece la ira en los mostradores y debajo de los delantales blancos, y exactamente en medio del montón de azúcar escupir suavemente, y seguir el descenso del pequeño glaciar de saliva, oír el ruido de piedras rotas que lo acompaña y que nace en las gargantas contraídas de cinco parroquianos y del patrón, hombre honesto a sus horas. Qué maravillosa ocupación tomar el ómnibus, bajarse delante del Ministerio, abrirse paso a golpes de sobres con sellos, dejar atrás al último secretario y entrar, firme y serio, en el gran despacho de espejos, exactamente en el momento en que un ujier vestido de azul entrega al Ministro una carta, y verlo abrir el sobre con una plegadera de origen histórico, meter dos dedos delicados y retirar la pata de araña, quedarse mirándola, y entonces imitar el zumbido de una mosca y ver cómo el Ministro palidece, quiere tirar la pata pero no puede, está atrapado por la pata, y darle la espalda y salir, silbando, anunciando en los pasillos la renuncia del Ministro, y saber que al día siguiente entrarán las tropas enemigas y todo se irá al diablo y será un jueves de un mes impar de un año bisiesto.

domingo, 30 de maio de 2010

Mimimis

1- Aquela minha velha vontade de morar no Rio tem voltado ultimamente, mas ainda deve demorar tanto pra isso ser possível. Me formar têm sido difícil e eu não sei fazer nada de verdade a ponto de poder dispensar um diploma. 

Não sou artista em nenhum grau, não seria uma boa empregada doméstica, não sirvo pra vendedora, não sou especialista em nada q me garantisse uma vida lá. Mas vamos supor q eu quisesse um pouco mais do que me formar e ir morar no Rio, vamos só supor q meu sonho de verdade é pesquisar e ser uma mega historiadora.

Pra isso eu teria q ignorar meu insucesso acadêmico, minha falta de disciplina e simpatia pelas avaliações (quase todas elas), minha pouca leitura historiográfica, meu desconhecimento de outras línguas. Ou ignorar ou eliminar - contornar.

E pra contornar eu precisava de tempo, dinheiro e sossego pra comprar e ler livros legais, estudar inglês e francês, pressão pra voltar a escrever com regularidade e satisfação. Precisava mesmo de encontrar prazer em todas essas coisas e em todo o resto da vida. Não q eu não tenha de todo, mas... algumas coisas estão deslocadas demais.


2- Outra dê-erre na vida é gente q me olha com desconfiança quando digo q sou uma mané solteirona. Elas não só fazem a cara como verbalizam "aposto que tem um monte de gente correndo atrás e vc q é muito exigente". Ai, eles me matam. Além de só eu fico me sentindo culpada.
Mantenho a tese de q sou solteira pq sou chata, meio feinha e mal cheirosa pq não tenho tido muito tempo pra conhecer pessoas. Melhor do q ser por causa de exigência em excesso. E mais verdadeiro. 



Tinha outra coisa mas esqueci.
Ah, e tem o fomecome agora, visitem, cabróns!  

domingo, 14 de março de 2010

Amor Rasgado


Esta foto é de uma das minhas cenas prediletas d'as Pontes de Madison, que vem a ser um de meus filmes prediletos. A trama é de uma delicadeza rara, talvez pq baseado numa história de amor rasgado de verdade...

O caso começa enquanto o marido de Francesca viaja com os dois filhos e ela conhece Robert, um fotógrado da National Geografic que está fazendo uma reportagem sobre as pontes da região em q ela mora (Madison, obviamente). Não vou contar detalhes, detalhesinhos, mas é lindo. Sem ser mimimi nem intelectualóide. Lindo.

Nesta cena da foto, alguém está falando dele no telefone, mal pelo que me recordo, falando de como é estranho e suspeito esse forasteiro, e ela começa a ajeitar a camisa dele com esse jeito q eu tenho certeza de que faria igual, e ele segura a mão dela assim desse modo que também me deixaria apaixonada pra sempre. É nessa hora aliás que se determina o 'pra sempre' do amor. nesse pedacinho de cumplicidade.


É tudo que eu quero.

Veja m como os atores, a cor amarelada, os elementos do cenário são perfeitos pra história. Olha esse telefone, olha esse figurino... morro de amar.

Quero escrever um bilhete semi-apaixonado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Inaugural


Não emplacamos Bahia, Flamengo, Pipoca nem Mangueira, mas seguimos firme como tem de ser.

feliz ano novo com vontade de samba, forró, leitoa assada, moqueca de peixe, risos fraternos, amores insanos e duradouros, novos e velhos comparsas, ares inéditos, aconchegos familiares, gostosuras de todos os tipos. feliz ano, agora que começamos pra valer.

(Photo by Thushan Amarasiriwardena, caption by Michael D. Kurtz / LongJaunt.com)

sábado, 17 de outubro de 2009

Simone 3 vezes

O segundo Sexo Volume 1

HESITEI muito tempo em escrever um livro sobre a mulher.
O tema é irritante, principalmente para as mulheres. E
não é novo. A querela do feminismo deu muito que falar:
agora está mais ou menos encerrada. Não toquemos mais nisso.
. . No entanto, ainda se fala dela.

O Segundo Sexo Volume 2

NINGUÉM nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino
biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea
humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização
que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado
que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode
constituir um indivíduo como um Outro.


e uma entrevista ótima aqui.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Canção do Exílio

Ontem acordei de manhã, assim naquele estado de semi-consciência, e a primeira coisa que senti foi uma saudade... aí estranhei!
"Saudade de quê?", perguntei pensando que ia me consolar quando verificasse que não tem de que ter saudade. Por que volta e meia eu tô muito preocupada e quando pergunto pra mim o que me aflige descubro que não é nada, ou uma coisa muito boba que eu inventei pra me aborrecer e esqueci de me desfazer dela.
Mas não foi o caso,né? Quando me mandei a lista de gentes, lugares e situações que andam me faltando, arrependi da hora que perguntei.
Quando foi hoje, pela hora de acordar, sonhei que estava numa cidade vizinha à Ibiassucê e não podia ir lá, não tinha tempo, não tinha carro, eu não conseguia ligar pra ninguém pedindo pra me buscar... pesadelo.

É que as gentes,os lugares e situações que tanto me fazem falta estão lá nessa cidade que pouca gente sabe que existe. 1 ano e 4 meses longe de Ibiassucê está me fazendo um estrago na tranquilidade que nem calculo...

Vó, manda uma passagem pra mim, que eu tô sofrendo da saudade e sonhando todo dia.

Ai,ai...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

estranhices

Naõ é por que eu tento ser uma intelectual o motivo pelo qual eu não assisto big brother. É que eu sei que é tudo montado... e esses paredões, esses votos, essas coisas... eu não acredito que a gente decida nada. E se por acaso decide é decepcionante, por que as escolhas me parecem tão burras, tão picaretas. Lá vai minha vontade boicotada.De novo. Outra vez. Mais um ano.

Parece com a política, parece com minha vida amorosa, parece com a faculdade, parece com o trabalho... um pouquinho assim em cada pedaço da vida.

A palavra é frustrante.

Só não assisto pra me proteger.

domingo, 5 de abril de 2009


Ontem foi aniversário da ariana chata que, por sorte ou sina, é minha fraude do coração. Hoje é aniversário do ariano birrento, querido irmão n° 1. Saí pela manhã pra comprar presentes pros dois, arianos nem sempre merecem muito, mas com certeza esperam que você faça esse agrado mínimo pra eles.

Aconteceu que escolhi vestir a minha blusinha de estimação do Movimento Sem Terra e então descobri a fórmula secreta para não ser atendida nem naquelas lojas de sapato que os vendedores mais parecem moscas zanzando em cima de cada cliente.

Uma blusa do MST = nem bom dia eu te dou.

Ô dó...

sábado, 21 de março de 2009

Pedra

"De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço."

Pedaço de Paixão, Adélia Prado.

Buenas noches, compadritos!
¿Te gusta una sopita de nuestro portuñol rasgado e sien verguenza?

Nestes tempos eu poderia escrever somente telegramas e gastar meus dedos tagarelas em bonequinhos de biscuit, rabiscos, desenhinhos com ou sem sentido.

Assim o mundo vira de novo uma bola bonita e minúscula, né? Nada dessa imensidão cheia de sócios-econômicos-culturais. E eu gosto até de maquinar. Mas agora é bom um planeta que só cabe um menino e sua rosa e problemas e amores e risos de e entre menino e rosa.

Lá vou eu fazer biscuit, depois eu apareço com foto.

E se eu estou me rodeando de niños, Adélia, portuñol, pequeno príncipe e rosa é sinal de que a pedra pode ser tudo outra vez.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Pode se derreter...


Não é das coisas mais lindas do mundo poder brincar com Frida? Linda, cheia de cores... vestidões!

Pois é só ampliar e imprimir.

Mas se você tiver uma folha imantada, é baratinha e vende em armarinhos, é só colar a impressão na folha, recortar e aí usar na geladeira ou naqueles murais de foto e ser feliz pra sempre.

Primeiro eu pensei que poderia presentear uns amigos com isso, depois eu ahcei que seria bem melhor matar todos eles de inveja. Né?

achei aqui. Na galeria tem Alice no país das maravilhas, personagens de Razão e Sensibilidade, Cleopatra e tudo mais.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Gabriel García Marquez II

A Nova Primavera do Patriarca

POR PEDRO DE LA HOZ — do jornal Granma

TENDO obtido o Prêmio Nobel, com os aplausos e reverências que acompanham esse imenso mérito, vi Gabriel García Márquez refugiar-se num dos aposentos da Casa do Caribe, em Santiago de Cuba, com o rosto livoroso, após presenciar o sacrifício de um animal de quatro patas a uma deidade africana. "Eu sei que o sangue purifica, mas a dor da vítima é muito forte para mim", declarou sentado numa poltrona de vime.

Um diplomata alemão em Havana quis mostrar-lhe em detalhes cada um dos exemplares da flora de seu jardim, durante 40 minutos intermináveis. No fim de sua exposição minuciosa, perguntou ao escritor suas impressões. García Márquez respondeu com apenas quatro palavras: "Tudo é muito alemão".

Nesses dias, ele irrompeu de improviso na redação do Granma Internacional. Raptou seu xará Gabriel Molina para juntos procurarem seu amigo Ángel Augier no município de Habana del Este, e matarem as saudades dos dias compartilhados na redação da agência Prensa Latina.

Foi literalmente uma ascensão ao céu: o elevador do prédio onde mora o poeta estava desconsertado.

Somente três das milhares de anedotas cubanas de Gabriel José de la Concepción García Márquez podem fazer-nos lembrar como a longa união com a fama não fizeram com que perdesse a ousadia nem as apreensões próprias de um homem nascido há 80 anos em Aracataca, uma localidade úmida do Caribe colombiano, devastada por causa das guerras políticas e da decadência das plantações de bananeiras. Um homem que, desde muito novo, definiu sua vocação literária, a partir do acúmulo de histórias fabulosas que sua avó Tranquilina Iguarán contava.

Um homem que para nós é mais um cubano por sua solidariedade inclaudicável, suas viagens à Ilha e, sobretudo, por sua íntima amizade com Fidel, que retratou com verbo eloqüente e certeiro da seguinte maneira: "Quando fala com o povo, a conversa recobra a expressividade e a franqueza crua da afeição real. Chamam-no de Fidel. Cercam-no sem riscos, tuteiam-no, contradizem-no, reclamam dele com franqueza Então, é que descobrimos o ser humano insólito, que o resplendor de sua própria imagem não nos deixa ver. Este é o Fidel Castro que creio conhecer: um homem de costumes austeras e ilusões insaciáveis, com uma educação formal correta, de palavras cautelosas e modos delicados e incapaz de conceber uma idéia que não seja descomunal".



Conta a lenda que os amigos de Fidel tem pés vermelhos e um senso de humor tão grande quanto o senso de justiça.

*Gabo aos patos