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sábado, 28 de janeiro de 2012

Criolo Doido

Em entrevista à Marilia Gabriela Criolo diz que tirou o doido do nome por que, pra ele, doido é elogio por demais grandioso e ele ainda não é merecedor de tanto.


Aí a gente vai ouvindo, vendo e conhecendo, não há como negá-lo a alcunha. O doido lançou um cd bonitão e disponibilizou o download como todo bom artista faz. O doido fez uma versão de arrepiar de Cálice, clássico de outro doido nosso, Chico Buarque. O doido veio pra Salvador gravar com o Ilê ayê. O doido fala da vida, da criação, da música, da família, dos pais nordestinos cheio de delicadeza, doçura e respeito. O doidão, dono da letra Não existe amor em SP, depois do episódio vergonhoso e revoltante da expulsão dos moradores de Pinheirinho, em São José dos Campos, me sai com esse cartaz no meio de um show.

Talvez ele ainda tenha muito mais a oferecer antes de se considerar Doido. Pra mim, Criolo Doido e já muito querido com todo mérito.

Meu conselho: cacem tudo que puderem de Criolo e deliciem-se.

domingo, 3 de abril de 2011

domingo, 7 de novembro de 2010

completando meses

Quando você está na mesa de trabalho de alguém, o certo é cuidar direitinho dessa pessoa. Para o meu bem, todo amor.





e de vez em quando um desenho bobinho.

sábado, 11 de setembro de 2010

A felicidade...

... é uma arma quente!

Entre Belchior e Beatles, eu e Michelinha Michelão numa sexta-feira boa em Ibiassucê.

A vida é boa com certeza.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

De ouro.

50 anos


16 dias


De uma ponta a outra da história que começou com 2 meses de namoro e noivado, um sem fim de bilhetes apaixonados escritos por ele, na versão de minha avó, e um pedido pra Santo Antônio feito por ela, na versão de meu avô.

Eles falam assim provocando um ao outro : "ele escrevia tanto bilhete que até me cansava, se me encontrasse na rua e só falasse de longe, em cinco minutos já manda um papelzinho dando explicações!" .E ele vai logo contando da festa de Santo Antônio que aconteceu na casa de meu bisavô: " Quando eu vi, ela tava fazendo um carinho na cabeça de Santo Antônio, pedindo um marido pra casar. ".

O jogo de provocação só dura o tempo da gente sorrir com os gracejos dos dois. Aí vem o derretimento, o xamego: " Eram bilhetes muito bonitos, ele sempre escreveu bem" - "Na verdade Santo Antônio nunca me faltou, ele sabia que tava me protegendo me dando uma mulher assim pra eu casar.".

Essas cantadas de namoro acontecem um monte de vezes por dia, entre briguinhas bobas, adulações, conversas longas, sesta compartilhada, paciência, tolerância e facilidade de rir um do outro. A conquista nunca se completa.

Na ponta de cá, nossa Izabella, Zabelê, cheirosinha, tranquila e que com 16 dias (agora 20) de vida já tem duas proezas na biografia: uma viagem de 700 km em cima de um caminhão e continuar dormindo plácida e impertubável com a gritaria desordenada de dois bisavós, 9 tios- avós, 16 primos segundos, 1 tio tonto e 1 pai babão. Menina promissora, não é?

sábado, 3 de julho de 2010

Frio.

Como saber que você gosta dele se vocês só ficaram uma vez?

Se é preciso fazer um esforço considerável pra lembrar das pessoas com quem você ficou depois dele enquanto não há um dia sequer em que você não pense no sujeito, então, é muito provável. Há uma grande chance. Você está apaixonada, idiota!


Como saber que não vai dar certo?

Ele quis te ver mas não tanto assim, você não foi por que vc realmente não conseguiu ir. E agora já tem outra gorete menina no esquema.

O que fazer agora? 

 Morra. Lamente um pouquinho.fume um cigarro( mesmo que só mentalmente).esqueça.arranje outro.

foto de Piter Nidzgorski
Você não fez nenhum associação consciente entre o fato dele fumar e essa foto parecer tão representativa? Ponto procê.

domingo, 13 de junho de 2010

Dos contos de hoje

"Era capaz de convencer um astrônomo de que o mês de fevereiro não era mais que um rebanho de elefantes invisíveis"

trecho de Balcaman, o bom vendedor de milagres

Enquanto falava, o senador arrancou uma gravura do calendário e fez uma borboleta de papel. Colocou-a na corrente do ventilador, sem nenhum propósito, e a borboleta revoluteou dentro do quarto e saiu pela porta entreaberta (...)

Laura Farina viu sair a borboleta de papel. Só ela viu, porque os guardas do vestíbulo adormeceram nos bancos abraçados aos fuzis. Depois de várias voltas, a enorme borboleta litografada desfez-se toda, bateu contra a parede e ficou grudada. Laura Farina tratou de arrancá-las com as unhas. Um dos guardas, que acordou com os aplausos na sala ao lado, notou sua inútil tentativa.

-Não pode arrancá-la - disse entre sonhos- Está pintada na parede.

Trecho de Morte constante para lá do amor

Tem ainda " A última viagem do navio fantasma" , mas esse é de um fôlego só, não consigo tirar um pedacinho sem sentir falta do outro.E tb "O afogado mais bonito do mundo" que fica pra outra vez. Todos são de Gabriel García Marquez, possivelmente meu escritor mais querido. O encatamento pra mim começa desde os títulos.

Esses contos estão no livro "A incrível e triste história da Cândida Erêndira e da sua avó desalmada" q tb é o título de um conto,  mas o único q não li ainda. Guardando pra amanhã com pena do livro acabar rápido. 


(L)
Ia dizer outras coisinhas mais, pero mi corazón está um tantinho debilitado e é melhor não passar mais ridículo por hoje. Domingo. Ai.
Ah, e a mtv passou o acústico Cássia Eller, cara. Tô fudida morta.

domingo, 14 de março de 2010

Amor Rasgado


Esta foto é de uma das minhas cenas prediletas d'as Pontes de Madison, que vem a ser um de meus filmes prediletos. A trama é de uma delicadeza rara, talvez pq baseado numa história de amor rasgado de verdade...

O caso começa enquanto o marido de Francesca viaja com os dois filhos e ela conhece Robert, um fotógrado da National Geografic que está fazendo uma reportagem sobre as pontes da região em q ela mora (Madison, obviamente). Não vou contar detalhes, detalhesinhos, mas é lindo. Sem ser mimimi nem intelectualóide. Lindo.

Nesta cena da foto, alguém está falando dele no telefone, mal pelo que me recordo, falando de como é estranho e suspeito esse forasteiro, e ela começa a ajeitar a camisa dele com esse jeito q eu tenho certeza de que faria igual, e ele segura a mão dela assim desse modo que também me deixaria apaixonada pra sempre. É nessa hora aliás que se determina o 'pra sempre' do amor. nesse pedacinho de cumplicidade.


É tudo que eu quero.

Veja m como os atores, a cor amarelada, os elementos do cenário são perfeitos pra história. Olha esse telefone, olha esse figurino... morro de amar.

Quero escrever um bilhete semi-apaixonado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O melhor de mudar...



foi ganhar uma vizinha q faz caretinhas e me chama de alguma coisa parecida com "Emiiimi".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Inaugural


Não emplacamos Bahia, Flamengo, Pipoca nem Mangueira, mas seguimos firme como tem de ser.

feliz ano novo com vontade de samba, forró, leitoa assada, moqueca de peixe, risos fraternos, amores insanos e duradouros, novos e velhos comparsas, ares inéditos, aconchegos familiares, gostosuras de todos os tipos. feliz ano, agora que começamos pra valer.

(Photo by Thushan Amarasiriwardena, caption by Michael D. Kurtz / LongJaunt.com)

domingo, 22 de novembro de 2009

Fatal

“Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.”

Adélia Prado


minha lapidação é pra ser assim. diagnóstico, receita, prática,paciência, resultado.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bravos e Bravíssimas



Em 22 de Abril de 1500 Pedro Álvares Cabral batia cá nas praias baianas. Se foi achamento ou descobrimento, conquista ou invasão, por acaso ou intencionalmente, não pretendo discutir, deixemos para aula de História do Brasil I. O certo é que há quinhentos e nove anos começava uma história de exploração e massacre dos povos originais e os trazidos do continente do outro lado do Atlântico. É certo também que há quinhentos e nove anos começava para esses povos uma longa história de resistência.

Em 22 de Abril de 1998 o descendente direto dos mesmos senhores aos quais esses povos resistiam (e resistem) enterra seu filho no cemitério do Campo Santo. Dizem que nesse dia começava a definhar física e politicamente Antônio Carlos Magalhães, o que revelou ser grande vitória dos resistentes, tanto é que nove anos mais tarde beberíamos a morte do próprio.

Em 22 de Abril de 2002 há meio quilometro do mesmo cemitério, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas alguns calouros do curso de história, identificados com a história de luta daqueles e daquelas que resistiram à todos os senhores - seja os que desembarcam em praias baianas seja os que se enterram em campos santos – tomam atitude para reconstruir o movimento estudantil do curso. Nasce daí o Atitude e Resistência, junto com ele o Centro Acadêmico de História Luiza Mahin.

7 anos.

Com muita luta, atitude e resistência!

Parabéns à Anne, Carol Copque, Manu, , Itororó, Lorenzo, Paulo Roberto, Rafael Pedral, Tuk, Emily, Andréa, Caio, Carol, Dudu, Ediana, Elisa, Igor Costa, Ipirá, Kleydiane, Michael, Rafael Lins, Igor Almeida, Obede, Gabriel, Leonardo, Júlio, Vítor, Alex, Aline, Daniel, Denise, Flávia, Jan, Lacerda, Milena, Pedro, Wesley.

Parabéns a todos e todas que constroem e construíram a luta, fizeram e fazem a história!
ATITUDE & RESISTÊNCIA - 7 ANOS CONSTRUINDO A LUTA, FAZENDO A HISTÓRIA!


Com dois dias de atraso, meus salves e vivas a essas pessoas que me trouxeram o melhor da universidade, as mais honradas, revolucionárias, divertidas e, quase sempre, perspicazes lutas da UFBa e do Movimento Estudantil de História.

As meninas dos meus olhos.

Na foto faltam alguns, sobram outros. Mas vale pela alegria reunida.
O texto é de Tuk, companheiro querido.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Coração da gente - o escuro, escuros.


"O senhor... Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso me alegra, montão."
(p.20)

"Eu queria decifrar as coisas que são importantes.E estou contando não é uma vida de sertanejo, seja se for jagunço, mas a matéria vertente. Queria entender do medo e da coragem, e da gã que empurra a gente para fazer tantos atos, dar corpo ao suceder. O que induz a gente para más ações estranhas, é que a gente está pertinho do que é nosso, por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!" (p. 74)


Pedaços soltos de Grande Sertão : Veredas, de Guimarães Rosa. Ele e Adélia são meus mineiros prediletos, são quem me reconciliam com o mundo quando eu fico exausta de tudo ou me fazem achar a vida ainda mais vistosa quando eu já estou satisfeita com as cores dela.

Eu achava que era assim por que eu sou do sertão também, mas esse é só um pedaço que facilita. O caso é de ser gente e ter um coração cheio de nuances e escuros.

Ficam mais umas linhas pra vocês terem desejo de ler ou reler. Gosto demais dessa passagem que é Riobaldo preocupado com Diadorim depois que ela volta de um sumiço dizendo que se afastou pra cuidar de um ferimento. Nunca me canso dessa hora em que ele percebe esse descomum... Nunca me canso de perceber esse gostar descomum em mim nem de sentir o coração nos pés por pisável.

Não se cansem.

Ciao.Hasta.

" Que vida penosa não era capaz de ter levado, tantos dias, sem o auxílio de ninguém, tratando o machucado com emplastos de raízes e folhas, comendo o quê? Assunto de fome e toda sorte de míngua devia ele de ter penado. E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés por pisável e dele o tempo todo eu tinha gostado. Amor que amei - daí então acreditei. A pois, o que sempre não é assim?"