quarta-feira, 29 de julho de 2009

Hariborizei


omega star e mandala

Agora veja minha injustiça, os japoneses fazem origamis há séculos com a maior genialidade e eu só penso que estou sendo muito haribô.

O omega star e a mandala de oito pontas (acho que chamam de anel de compostela, mas parece mesmo é com a estrela de Davi) são fáceis e bem rápidos, ótimos pra quem tem pressa de ver logo o resultado. Eu tenho demais.


flor de lótus

Tem essas flores tb, já fiz cinquenta delas nos últimos dias. Elas têm doze centímetros de largura e seis de altura.Não sou a maníaca do origami, é tudo enfeite pra festa de casamento de meu irmão. Hehé. Meu presente de madrinha vai ser esse: papel,papel,papel.êêê!


Bão,só queria mostrar mesmo o quaaaanto eu sou prendada e tenho ziriguidum e balacobaco.


Além de GRANDE potencial haribô.

sábado, 25 de julho de 2009

das preguiças.


Depois que tentei matar meu blog, não adiantou muito ressuscitar. Parece que ele quer mesmo ficar quieto, dando nenhuma importância aos telefonemas, recados, comentários e convites mundo a fora. Eu estou exatamente assim,cá com as minhas férias de tudo.Com meu semi desemprego. Meu semi amigo de sempre. Minhas saudades colecionadas. Dias e dias sem sair de casa.

Mas tem volta.Destá que tem.

domingo, 17 de maio de 2009

Mário Benedetti foi embora.

Táctica y estrategia

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.

Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.

Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.

Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos

no haya telón
ni abismos.

Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.

Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.


E me despeço continuando com ele.

Sexta, 17 de janeiro

[...] Faz quatro meses que não anoto nada. No dia 23 de setembro, não tive coragem para escrever isto. [...] "Laura faleceu esta manhã."
No primeiro momento, recusei-me a entender. Laura não era ninguém, não era Avellaneda. "Faleceu", disse a voz do tio. Essa palavra é um nojo. Faleceu significa apenas um trâmite: "Uma notícia má, senhor", dissera o tio. E o que ele sabe? O que sabe de como uma notícia má pode destruir o futuro e o rosto, e o tato, e o sonho? [...]
Então, quando me vi em casa, sozinho no meu quarto, quando até a pobre Blanca me retirou o consolo do meu silêncio, movi os lábios para dizer: "Morreu. Avellaneda morreu", porque morreu é a palavra, morreu é o desmoronamento da vida, morreu vem de dentro, traz a verdadeira respiração da dor, morreu é o desespero, o nada frígido e total, o abismo puro e simples, o abismo. Então. quando movi os lábios para dizer: "Morreu", então vi minha imunda solidão..."

sábado, 16 de maio de 2009

Preciso Ler

Caros raros leitores,

faz tempo não escrevo nada, meu tempo de internet está todo dedicado a ler o que os outros escrevem ou já escreveream há séculos. Um pouco por que eu sou compulsiva e quando começo a ler um romancista, um blogueiro, um tuíteiro, um escritor de qualquer gênero, tipo e tamanho eu leio desgovernadamente. Depois por conta dos bloqueios da rede da secretaria. Lá eu não posso fazer login para escrever, mas posso visitar os blogs e tudo mais. Depois depois por que são tantas análises, histórias e graças tão bem feitas e que ainda não conheço, ou conheço e não me lembro mais, conheci e preciso rever... tantas letrasq ue pra mim tem sido mais urgente ler do que escrever, ouvir do que dizer.

Quantas vezes eu já não passei pelo manifesto pau-brasil? A vida inteira nos milhares de livros de teoria da literatura com os quais eu convivi a vida toda. E eu passei dias aqui quebrando a cabeça pra saber ao que Oswald de Andrade se referia quando escreveu sobre "a contribuição milionária de todos os erros". Até achar por acaso e descobrir que eu sempre soube e já gostava.

Bingo!

Por issos tudo vai continuar tendo mais coisas dos outros do que coisas minhas. E como são poucos os que me visitam tenho poucos a queme pedir perdão.

Aproveitem pra ler junto, queridos.

manifesto pau-brasil

A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.

Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.

O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.

A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.

Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.

A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.

A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem.

Tinha havido a inversão de tudo, a invasão de tudo : o teatro de tese e a luta no palco entre morais e imorais. A tese deve ser decidida em guerra de sociólogos, de homens de lei, gordos e dourados como Corpus Juris.

Ágil o teatro, filho do saltimbanco. Agil e ilógico. Ágil o romance, nascido da invenção. Ágil a poesia.

A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma criança.

Uma sugestão de Blaise Cendrars : – Tendes as locomotivas cheias, ides partir. Um negro gira a manivela do desvio rotativo em que estais. O menor descuido vos fará partir na direção oposta ao vosso destino.

Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. Engenheiros em vez de jurisconsultos, perdidos como chineses na genealogia das idéias.

A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.

Não há luta na terra de vocações acadêmicas. Há só fardas. Os futuristas e os outros.

Uma única luta – a luta pelo caminho. Dividamos: Poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação.

Houve um fenômeno de democratização estética nas cinco partes sábias do mundo. Instituíra-se o naturalismo. Copiar. Quadros de carneiros que não fosse lã mesmo, não prestava. A interpretação no dicionário oral das Escolas de Belas Artes queria dizer reproduzir igualzinho... Veio a pirogravura. As meninas de todos os lares ficaram artistas. Apareceu a máquina fotográfica. E com todas as prerrogativas do cabelo grande, da caspa e da misteriosa genialidade de olho virado – o artista fotógrafo.

Na música, o piano invadiu as saletas nuas, de folhinha na parede. Todas as meninas ficaram pianistas. Surgiu o piano de manivela, o piano de patas. A pleyela. E a ironia eslava compôs para a pleyela. Stravinski.

A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.

Só não se inventou uma máquina de fazer versos – já havia o poeta parnasiano.

Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: 10) a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne e Malarmé, Rodin e Debussy até agora. 20) o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.

O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.

Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatores destrutivos.

A síntese

O equilíbrio

O acabamento de carrosserie

A invenção

A surpresa

Uma nova perspectiva

Uma nova escala.

Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil

O trabalho contra o detalhe naturalista – pela síntese; contra a morbidez romântica – pelo equilíbrio geômetra e pelo acabamento técnico; contra a cópia, pela invenção e pela surpresa.

Uma nova perspectiva.

A outra, a de Paolo Ucello criou o naturalismo de apogeu. Era uma ilusão ética. Os objetos distantes não diminuíam. Era uma lei de aparência. Ora, o momento é de reação à aparência. Reação à cópia. Substituir a perspectiva visual e naturalista por uma perspectiva de outra ordem: sentimental, intelectual, irônica, ingênua.

Uma nova escala:

A outra, a de um mundo proporcionado e catalogado com letras nos livros, crianças nos colos. O redame produzindo letras maiores que torres. E as novas formas da indústria, da viação, da aviação. Postes. Gasômetros Rails. Laboratórios e oficinas técnicas. Vozes e tics de fios e ondas e fulgurações. Estrelas familiarizadas com negativos fotográficos. O correspondente da surpresa física em arte.

A reação contra o assunto invasor, diverso da finalidade. A peça de tese era um arranjo monstruoso. O romance de idéias, uma mistura. O quadro histórico, uma aberração. A escultura eloquente, um pavor sem sentido.

Nossa época anuncia a volta ao sentido puro.

Um quadro são linhas e cores. A estatuária são volumes sob a luz.

A Poesia Pau-Brasil é uma sala de jantar domingueira, com passarinhos cantando na mata resumida das gaiolas, um sujeito magro compondo uma valsa para flauta e a Maricota lendo o jornal. No jornal anda todo o presente.

Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres.

Temos a base dupla e presente – a floresta e a escola. A raça crédula e dualista e a geometria, a algebra e a química logo depois da mamadeira e do chá de erva-doce. Um misto de "dorme nenê que o bicho vem pegá" e de equações.

Uma visão que bata nos cilindros dos moinhos, nas turbinas elétricas; nas usinas produtoras, nas questões cambiais, sem perder de vista o Museu Nacional. Pau-Brasil.

Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia íntima. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amorosa. A saudade dos pajés e os campos de aviação militar. Pau-Brasil.

O trabalho da geração futurista foi ciclópico. Acertar o relógio império da literatura nacional.

Realizada essa etapa, o problema é outro. Ser regional e puro em sua época.

O estado de inocência substituindo o estada de graça que pode ser uma atitude do espírito.

O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.

A reação contra todas as indigestões de sabedoria. O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.

Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística. Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia.

Bárbaros, crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.

OSWALD DE ANDRADE
(Correio da Manhã,
18 de março de 1924.)

sábado, 9 de maio de 2009

Dois alto

Vamos brincar de parar de chover?

domingo, 3 de maio de 2009

Procrastineiros



Meu quarto está no maior nível de arrumação desde que me mudei pra cá, meu caderno ganhou uma capa nova de tecido muito bonita, comprei as sandálias lindas que eu estava desejando e precisando há meses, já comprei também o presente de dia das mães,ajudei minha mãe a organizar os milhares de tecidos dela, atualizei o perfil do orkut, vim postar qualquer coisa e estou pensando seriamente em sair daqui e ir fazer minhas unhas eu mesma.

Qualquer coisa.
Qaulquer coisa pra não fazer meu Memorial que está com o prazo estourando.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Bravos e Bravíssimas



Em 22 de Abril de 1500 Pedro Álvares Cabral batia cá nas praias baianas. Se foi achamento ou descobrimento, conquista ou invasão, por acaso ou intencionalmente, não pretendo discutir, deixemos para aula de História do Brasil I. O certo é que há quinhentos e nove anos começava uma história de exploração e massacre dos povos originais e os trazidos do continente do outro lado do Atlântico. É certo também que há quinhentos e nove anos começava para esses povos uma longa história de resistência.

Em 22 de Abril de 1998 o descendente direto dos mesmos senhores aos quais esses povos resistiam (e resistem) enterra seu filho no cemitério do Campo Santo. Dizem que nesse dia começava a definhar física e politicamente Antônio Carlos Magalhães, o que revelou ser grande vitória dos resistentes, tanto é que nove anos mais tarde beberíamos a morte do próprio.

Em 22 de Abril de 2002 há meio quilometro do mesmo cemitério, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas alguns calouros do curso de história, identificados com a história de luta daqueles e daquelas que resistiram à todos os senhores - seja os que desembarcam em praias baianas seja os que se enterram em campos santos – tomam atitude para reconstruir o movimento estudantil do curso. Nasce daí o Atitude e Resistência, junto com ele o Centro Acadêmico de História Luiza Mahin.

7 anos.

Com muita luta, atitude e resistência!

Parabéns à Anne, Carol Copque, Manu, , Itororó, Lorenzo, Paulo Roberto, Rafael Pedral, Tuk, Emily, Andréa, Caio, Carol, Dudu, Ediana, Elisa, Igor Costa, Ipirá, Kleydiane, Michael, Rafael Lins, Igor Almeida, Obede, Gabriel, Leonardo, Júlio, Vítor, Alex, Aline, Daniel, Denise, Flávia, Jan, Lacerda, Milena, Pedro, Wesley.

Parabéns a todos e todas que constroem e construíram a luta, fizeram e fazem a história!
ATITUDE & RESISTÊNCIA - 7 ANOS CONSTRUINDO A LUTA, FAZENDO A HISTÓRIA!


Com dois dias de atraso, meus salves e vivas a essas pessoas que me trouxeram o melhor da universidade, as mais honradas, revolucionárias, divertidas e, quase sempre, perspicazes lutas da UFBa e do Movimento Estudantil de História.

As meninas dos meus olhos.

Na foto faltam alguns, sobram outros. Mas vale pela alegria reunida.
O texto é de Tuk, companheiro querido.


terça-feira, 21 de abril de 2009

Canção do Exílio

Ontem acordei de manhã, assim naquele estado de semi-consciência, e a primeira coisa que senti foi uma saudade... aí estranhei!
"Saudade de quê?", perguntei pensando que ia me consolar quando verificasse que não tem de que ter saudade. Por que volta e meia eu tô muito preocupada e quando pergunto pra mim o que me aflige descubro que não é nada, ou uma coisa muito boba que eu inventei pra me aborrecer e esqueci de me desfazer dela.
Mas não foi o caso,né? Quando me mandei a lista de gentes, lugares e situações que andam me faltando, arrependi da hora que perguntei.
Quando foi hoje, pela hora de acordar, sonhei que estava numa cidade vizinha à Ibiassucê e não podia ir lá, não tinha tempo, não tinha carro, eu não conseguia ligar pra ninguém pedindo pra me buscar... pesadelo.

É que as gentes,os lugares e situações que tanto me fazem falta estão lá nessa cidade que pouca gente sabe que existe. 1 ano e 4 meses longe de Ibiassucê está me fazendo um estrago na tranquilidade que nem calculo...

Vó, manda uma passagem pra mim, que eu tô sofrendo da saudade e sonhando todo dia.

Ai,ai...

sábado, 18 de abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Caderno de Saramago

Maus tratos

By José Saramago

Sou em geral conhecido como pessimista. Ao contrário do que alguma vez possa ter parecido, dada a insistência com que afirmo o meu radical cepticismo sobre a possibilidade de qualquer melhoria efectiva e substancial da espécie dentro do que em tempos não muito distantes se chamou progresso moral, preferiria ser optimista, mesmo que fosse apenas por ainda conservar a esperança de que o sol, por ter nascido todos os dias até hoje, nasça também amanhã. Nascerá, mas lá chegará também o dia em que ele se acabe. O motivo destas reflexões de abertura é o mau trato conjugal ou paraconjugal, a insana perseguição da mulher pelo homem, seja ele marido, noivo ou amante. A mulher, historicamente submetida ao poder masculino, foi reduzida a algo sem mais préstimo que o de ser criada do homem e simples restauradora da sua força de trabalho, e, mesmo agora, quando a vemos por toda a parte, liberta de algumas ataduras, exercer actividades que a vaidade masculina presumia de exclusivas do varão, parece que não queremos dar-nos conta de que a esmagadora maioria das mulheres continua a viver num sistema de relações pouco menos que medievais. São espancadas, brutalizadas sexualmente, escravizadas por tradições, costumes e obrigações que elas não escolheram e que continuam a mantê-las submetidas à tirania masculina. E, quando chega a hora, matam-nas.

A escola finge ignorar esta realidade, o que não pode surpreender se pensarmos que a capacidade formativa do ensino se encontra reduzida ao zero absoluto. A família, lugar por excelência de todas as contradições, ninho perfeito de egoísmos, empresa em falência permanente, está a viver a mais grave crise de toda a sua história. Os Estados partem do exacto princípio de que todos teremos de morrer e de que as mulheres não poderiam ser excepção. Para algumas imaginações delirantes, morrer às mãos do esposo, do noivo ou do amante, a tiro ou à facada, talvez seja mesmo a maior prova de amor mútuo, ele matando, ela morrendo. Às negruras da mente humana tudo é possível.

Que fazer? Outros o saberão embora não o tenham dito. Uma vez que a delicada sociedade em que vivemos se escandalizaria com medidas de exclusão social permanente para este tipo de crimes, ao menos que se agravem até ao máximo as penas de prisão, excluindo decisivamente as reduções de pena por bom comportamento. Por bom comportamento, por favor, não me façam rir.

clique no título para visitar o Caderno de Saramago.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

estranhices

Naõ é por que eu tento ser uma intelectual o motivo pelo qual eu não assisto big brother. É que eu sei que é tudo montado... e esses paredões, esses votos, essas coisas... eu não acredito que a gente decida nada. E se por acaso decide é decepcionante, por que as escolhas me parecem tão burras, tão picaretas. Lá vai minha vontade boicotada.De novo. Outra vez. Mais um ano.

Parece com a política, parece com minha vida amorosa, parece com a faculdade, parece com o trabalho... um pouquinho assim em cada pedaço da vida.

A palavra é frustrante.

Só não assisto pra me proteger.

domingo, 5 de abril de 2009


Ontem foi aniversário da ariana chata que, por sorte ou sina, é minha fraude do coração. Hoje é aniversário do ariano birrento, querido irmão n° 1. Saí pela manhã pra comprar presentes pros dois, arianos nem sempre merecem muito, mas com certeza esperam que você faça esse agrado mínimo pra eles.

Aconteceu que escolhi vestir a minha blusinha de estimação do Movimento Sem Terra e então descobri a fórmula secreta para não ser atendida nem naquelas lojas de sapato que os vendedores mais parecem moscas zanzando em cima de cada cliente.

Uma blusa do MST = nem bom dia eu te dou.

Ô dó...

sábado, 4 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Carta aberta à Michelle Obama


Foi com imensa alegria e esperança que as­sis­ti­mos, aqui da periferia, à posse de seu marido como pre­sidente do pla­ne­ta. Quan­ta emoção ver sua jo­vem e belís­si­ma família sorridente, en­cantando a to­dos com uma elegância e uma inteli­gên­cia que há muito não se via aí nos in­qui­li­nos da Casa Branca.

Você estava linda, Michelle, parabéns! Seu ma­ri­do é puro char­me e suas filhi­nhas são encantadoras. Não deve ser nada fá­cil ter todo mundo (lite­ral­men­te) olhan­do pra cada detalhe do seu visual, à bus­­ca de algo para criticar. E vocês se saíram muito bem.

Mas agora que estão confortavel­men­­te ins­tala­dos no lugar que merecem, e a opi­­nião dos caretas wasp (White, An­glo-Sa­xon and Protestant) não vai mu­dar isso, será que dava pra vo­cê, Malia e Sasha man­darem à merda essa moda de cabelos li­sos a qual­quer custo?

Já que qualquer coisa que vocês fizerem daqui pra frente vai virar tendência imediata (ou, no mínimo, vi­­rar tema de debates calorosos), que tal aproveitar es­ses holofotes pra nos libertar – nós, mu­lhe­res ca­chea­­das de todas as etnias – da ditadura do ca­belão es­cor­rido e lançar a mo­da dos cabelos ao natural, sem ali­sa­men­tos, chapinhas nem escovas? Assim, em vez de perderem horas no salão do­man­do as jubas, as ga­ro­tas vão ter mais tempo livre para fazer outras coi­sas di­ver­tidas, inteligentes e pro­du­ti­vas, como brin­­car, ler, estudar e – quem sabe um dia – até pre­sidir um dos nossos países.

Promete que vai pensar, Michelle? Te­mos certeza de que vo­cês vão continuar lin­das como sempre. Vai ser um ato tão im­por­­tan­te pra nós como foi para o mundo o compromisso que seu mari­do assinou de fechar Guantánamo em um ano. E ou­tra tor­tura a menos.

Desde já, agradecemos todas.


Cartinha roubada da Revista TPM. Texto por Juliana Sampaio e Laura Guimarães, do http://mothern.blogspot.com