domingo, 13 de junho de 2010

Dos contos de hoje

"Era capaz de convencer um astrônomo de que o mês de fevereiro não era mais que um rebanho de elefantes invisíveis"

trecho de Balcaman, o bom vendedor de milagres

Enquanto falava, o senador arrancou uma gravura do calendário e fez uma borboleta de papel. Colocou-a na corrente do ventilador, sem nenhum propósito, e a borboleta revoluteou dentro do quarto e saiu pela porta entreaberta (...)

Laura Farina viu sair a borboleta de papel. Só ela viu, porque os guardas do vestíbulo adormeceram nos bancos abraçados aos fuzis. Depois de várias voltas, a enorme borboleta litografada desfez-se toda, bateu contra a parede e ficou grudada. Laura Farina tratou de arrancá-las com as unhas. Um dos guardas, que acordou com os aplausos na sala ao lado, notou sua inútil tentativa.

-Não pode arrancá-la - disse entre sonhos- Está pintada na parede.

Trecho de Morte constante para lá do amor

Tem ainda " A última viagem do navio fantasma" , mas esse é de um fôlego só, não consigo tirar um pedacinho sem sentir falta do outro.E tb "O afogado mais bonito do mundo" que fica pra outra vez. Todos são de Gabriel García Marquez, possivelmente meu escritor mais querido. O encatamento pra mim começa desde os títulos.

Esses contos estão no livro "A incrível e triste história da Cândida Erêndira e da sua avó desalmada" q tb é o título de um conto,  mas o único q não li ainda. Guardando pra amanhã com pena do livro acabar rápido. 


(L)
Ia dizer outras coisinhas mais, pero mi corazón está um tantinho debilitado e é melhor não passar mais ridículo por hoje. Domingo. Ai.
Ah, e a mtv passou o acústico Cássia Eller, cara. Tô fudida morta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário