sábado, 2 de outubro de 2010

Meu Orgulho!

Então eu estava lendo o post da Mary W. e ela fez a pergunta q tocou meu coração, talvez pq seja inevitavelmente um coração de historiadora, mas principalmente pq faz muito sentido e eu acredito de verdade que essa é uma época que ficará marcada no Brasil. Esses oito anos de mandato de Lula e, com toda fé, os próximos anos de mandato de Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil.Num país ainda excessivamente machista.

A pergunta é simples e até óbvia:

onde você estava quando a primeira mulher ganhou?

Mas é bem por isso que é essencial. Por que eu me lembro pra sempre onde eu estava quando o primeiro presidente nosso ganhou.O operário, nordestino, que não seguia, nem segue, a cartilha nem a gramática engomadinha, oficial e oficiosa. Eu lembro de que lado eu estava. Em quem eu votei e como isso tudo ainda me orgulha. E o modo como eu tenho paixão por Lula pela história de vida e pela desenvoltura política, além do carisma incontestável.

Eu vi muita gente não compreender o motivo de ser Dilma a escolhida e achar forçado da parte de Lula e do PT enfiar essa candidata no eleitorado. Mas eu já tinha visto entrevistas da Ministra de Minas e Energia e me encantado com a clareza com que ela fala e do domínio total a respeito das questões técnicas, dos números, do modus operandi da coisa toda. E, enfim, bateu aquela confiança imediata "essa Mulher não se dobra!". Depois então que fui conhecer aquele passado de guerrilheira e torturada.... depois daquela respota ao Agripino... precisa não entender de muita coisa pra achar que é uma candidata inventada. É a candidata do mérito, da técnica, de uma justiça de gênero, de um mais que demorado e necessário empoderamento da mulher e, em primeiro lugar, da força dela própria. De uma história de vida brilhante.



É bem por aí. Não é preciso muito esforço pra reconhecer quando uma coisa extraordinária está em curso. e eu não quero daqui há algum tempo me dar conta de que atrasei ou boicotei uma coisa tão bonita e revolucionária quanto eleger uma guerrilheira de luta como Dilma Presidente do Brasil.

E quando algum historiador do futuro se perguntar se os contemporâneos de Lula e Dilma se davam conta que estavam vivendo um momento tão singular, uh, eles vão achar resposta fácil.


recomendo Idelber.

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