domingo, 20 de junho de 2010

Domingueira

  • Achei uma foto muito bonita. E tem guarda-chuva, essa coisa tão amável. É da Elena Kalis.

  • Sonhei que estava conversando pelo twitter com um menino pelo qual eu me interesso e a gente descobria uma antipatia em comum. Era por uma pessoa sem nenhuma importância e que nem é conhecido da gente, acho que foi isso que me fez ficar tão alegre no sonho. Dividir coisinhas bobas e falar besteira sobre os outros é uma das maravillosas ocupaciones* da vida.e da vida amorosa principalmente.

  • E registro ainda q sempre sonho com conversas pelo msn ou pelo twitter... é q eu gosto muito mais de escrever do q de falar. Na escola eu conversava muito durante a aula, mas por escrito...arrancavamos uma folha do caderno e lá se ia. Era o msn de papel. Mas meus sonhos mais picaretas são as continuações de textos acadêmicos. Funciona assim: Eu estou estudando e morrendo de sono, de repente eu durmo e vou sonhando com o texto. Eu queria tanto me lembrar com perfeição o q q os aoutores dizem enquanto durmo, eu sei q são coisas super elaboradas e impressionantes. Peguei essa mania com Turma da Mônica. hehehe puro amor pelo meu mundo paralelo.

  • Não vim para contar nada disso, mas não importa muito. Vou ali tentar fazer bandeirolas pra casa, antes da hora de me arrumar pra ver o jogo do Brasil. São João e Copa, cabróns!

* Maravillosas Ocupaciones, Júlio Cortázar

Qué maravillosa ocupación cortarle la pata a una araña, ponerla en un sobre, escribir Señor Ministro de Relaciones Exteriores, agregar la dirección, bajar a saltos la escalera, despachar la carta en el correo de la esquina. Qué maravillosa ocupación ir andando por el bulevar Arago contando los árboles, y cada cinco castaños detenerse un momento sobre un solo pie y esperar que alguien mire, y entonces soltar un grito seco y breve, girar como una peonza, con los brazos bien abiertos, idéntico al ave cakuy que se duele en los árboles del norte argentino. Qué maravillosa ocupación entrar en un café y pedir azúcar, otra vez azúcar, tres o cuatro veces azúcar, e ir formando un montón en el centro de la mesa, mientras crece la ira en los mostradores y debajo de los delantales blancos, y exactamente en medio del montón de azúcar escupir suavemente, y seguir el descenso del pequeño glaciar de saliva, oír el ruido de piedras rotas que lo acompaña y que nace en las gargantas contraídas de cinco parroquianos y del patrón, hombre honesto a sus horas. Qué maravillosa ocupación tomar el ómnibus, bajarse delante del Ministerio, abrirse paso a golpes de sobres con sellos, dejar atrás al último secretario y entrar, firme y serio, en el gran despacho de espejos, exactamente en el momento en que un ujier vestido de azul entrega al Ministro una carta, y verlo abrir el sobre con una plegadera de origen histórico, meter dos dedos delicados y retirar la pata de araña, quedarse mirándola, y entonces imitar el zumbido de una mosca y ver cómo el Ministro palidece, quiere tirar la pata pero no puede, está atrapado por la pata, y darle la espalda y salir, silbando, anunciando en los pasillos la renuncia del Ministro, y saber que al día siguiente entrarán las tropas enemigas y todo se irá al diablo y será un jueves de un mes impar de un año bisiesto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eu e Gabriel em consonância. =)

domingo, 13 de junho de 2010

Dos contos de hoje

"Era capaz de convencer um astrônomo de que o mês de fevereiro não era mais que um rebanho de elefantes invisíveis"

trecho de Balcaman, o bom vendedor de milagres

Enquanto falava, o senador arrancou uma gravura do calendário e fez uma borboleta de papel. Colocou-a na corrente do ventilador, sem nenhum propósito, e a borboleta revoluteou dentro do quarto e saiu pela porta entreaberta (...)

Laura Farina viu sair a borboleta de papel. Só ela viu, porque os guardas do vestíbulo adormeceram nos bancos abraçados aos fuzis. Depois de várias voltas, a enorme borboleta litografada desfez-se toda, bateu contra a parede e ficou grudada. Laura Farina tratou de arrancá-las com as unhas. Um dos guardas, que acordou com os aplausos na sala ao lado, notou sua inútil tentativa.

-Não pode arrancá-la - disse entre sonhos- Está pintada na parede.

Trecho de Morte constante para lá do amor

Tem ainda " A última viagem do navio fantasma" , mas esse é de um fôlego só, não consigo tirar um pedacinho sem sentir falta do outro.E tb "O afogado mais bonito do mundo" que fica pra outra vez. Todos são de Gabriel García Marquez, possivelmente meu escritor mais querido. O encatamento pra mim começa desde os títulos.

Esses contos estão no livro "A incrível e triste história da Cândida Erêndira e da sua avó desalmada" q tb é o título de um conto,  mas o único q não li ainda. Guardando pra amanhã com pena do livro acabar rápido. 


(L)
Ia dizer outras coisinhas mais, pero mi corazón está um tantinho debilitado e é melhor não passar mais ridículo por hoje. Domingo. Ai.
Ah, e a mtv passou o acústico Cássia Eller, cara. Tô fudida morta.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Traída pela pressa

Passei a noite inteira sonhando com resenha, João Reis e Cláudia Trindade. Devo supor q seja um castigo de Clio por eu não ter ficado acordada escrevendo. Não vou nem contar os detalhes, só digo q eu sangrei horrores no sonho a ponto de quase empapar umas cinco camadas de lençois grossos.

O pior de tudo é q não consegui escrever de manhã. Não tenho paz, hein?!

Sabe o q Ele disse hj na aula? Que tá mais desesperado corrigindo nossas provas do q nós mesmo fazendo resenhas, por causa do erros ortográficos nem tanto, muito por causa da insanidade de nossas conclusões."Provavelmente traídos pela pressa", ele disse, de bom coração.
Devia contar o quanto eu tive pesadelos pq escrevi divizão na primeira resposta, além de falar em razão em vez de lei e compus o samba da hisotriografia doida quando descobri q só faltavam 2 minutos pra entregar a prova e eu ainda tava na introdução do texto da segunda questão. Isso sim é desespero múltiplo e prolongado.

bah pra mim que sou uma tonta atormentada.tadinho dele q deve ter ficado de cara com as provas. a minha no topo.

domingo, 30 de maio de 2010

Mimimis

1- Aquela minha velha vontade de morar no Rio tem voltado ultimamente, mas ainda deve demorar tanto pra isso ser possível. Me formar têm sido difícil e eu não sei fazer nada de verdade a ponto de poder dispensar um diploma. 

Não sou artista em nenhum grau, não seria uma boa empregada doméstica, não sirvo pra vendedora, não sou especialista em nada q me garantisse uma vida lá. Mas vamos supor q eu quisesse um pouco mais do que me formar e ir morar no Rio, vamos só supor q meu sonho de verdade é pesquisar e ser uma mega historiadora.

Pra isso eu teria q ignorar meu insucesso acadêmico, minha falta de disciplina e simpatia pelas avaliações (quase todas elas), minha pouca leitura historiográfica, meu desconhecimento de outras línguas. Ou ignorar ou eliminar - contornar.

E pra contornar eu precisava de tempo, dinheiro e sossego pra comprar e ler livros legais, estudar inglês e francês, pressão pra voltar a escrever com regularidade e satisfação. Precisava mesmo de encontrar prazer em todas essas coisas e em todo o resto da vida. Não q eu não tenha de todo, mas... algumas coisas estão deslocadas demais.


2- Outra dê-erre na vida é gente q me olha com desconfiança quando digo q sou uma mané solteirona. Elas não só fazem a cara como verbalizam "aposto que tem um monte de gente correndo atrás e vc q é muito exigente". Ai, eles me matam. Além de só eu fico me sentindo culpada.
Mantenho a tese de q sou solteira pq sou chata, meio feinha e mal cheirosa pq não tenho tido muito tempo pra conhecer pessoas. Melhor do q ser por causa de exigência em excesso. E mais verdadeiro. 



Tinha outra coisa mas esqueci.
Ah, e tem o fomecome agora, visitem, cabróns!  

domingo, 16 de maio de 2010

marilyn monroe, #melevajuntocomvc

Eu queria estudar direito pq eu gosto tanto do professor, da matéria, das ironias e dos gracejos. Queria ser uma aluna empenhada. brilhante, pra dizer a verdade.

Pq burra, burra de todo eu não sou. É q faço um esforço quase consciente pra me distrair. De ouvir rádio a escrever um post inútil no blog.

Essa sou eu me auto-sabotando mais uma vez.


eu não fui pra praia tomar cerveja e ficar doidona,hein? marilyn tá aí só pq ela é bonita e tem qualquer coisa de triste (oi, víníciu de morais!). e talvez pq se eu me desse mal, mas fosse a cara dela, bom, boa parte dos problemas seriam amenizados. dãã pra mim.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Impertinentes como limões novos

Nunca gostei dessas invencionices de namoros arranjados ou encontro às escuras. Além de estranho, acho q pula uma das partes mais legais dos amores - ou semi amores - que é o flerte. Ou a paquera. Ou não sei qual a palavra do momento e tenho um vocabulário meio anos 20.

Acho tão bom ficar olhando de longe, adivinhando intenções, remoendo, fritando, sonhando... aquelas coisas ridículas e encantadas.

Mas como eu sou muito solteira, azarada e da roça, veja só, tem sempre alguém querendo me desencalhar. A última vez foi a diarista daqui de casa. Veio com uma história de um sobrinho muito bom moço, trabalhador e educado q era a minha cara. Enrolei, pinotei, dancei um tango, mas a espertinha conseguiu meu telefone e passou pro tal.

Corta a parte q eu fraudei quinhentas vezes e vai direto pro dia q me bati com o cara e fiquei surpresa com o tanto bonito e até simpático ele era. Bonito do tipo q nunca me dá bola. Bonito estilo bonito demais pra minha modéstia. Bonitos como potros.Não me servem. Nem a mim nem à Adélia.

Enfim, não foi pq ele era bonitíssimo, mas não me empolguei, entrei na concha e sumi.

Agora eu soube que o gajo anda dizendo que eu liguei pra ele várias vezes, e q ele é não teve tempo pra retornar. Eu que não tenho crédito nem paciência pra bater papo no telefone desde 1987. Que eu convidei ele pra sair, mas não deu pra ele. Imagine: Eu, zé mané, pessoa mais constrangida do mundo. Hehé. Inverossímel.

Por fim, hoje ele encontrou minha mãe na rua e teve a delicadeza de perguntar:
- E sua filha, vai bem? Como é mesmo o nome dela q eu esqueci?


Engraçadão,né?
É pra isso que eu vivo, é isso que faz minha felicidade.

Meninos bonitos demais, beijonãomeliga!

quarta-feira, 24 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

Para Gabriel conhecer Adélia



Corridinho

O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã;
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.


Amor Feinho

Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.


Um jeito

Meu amor é assim, sem nenhum pudor.
Quando aperta eu grito da janela
- ouve quem estiver passando -
ô fulano, vem depressa.
Tem urgência, medo de encanto quebrado,
é duro como osso duro.
Ideal eu tenho de amar como quem diz coisas:
quero é dormir com você, alisar seu cabelo,
espremer de suas costas as montanhas pequenininhas de matéria branca.
Por hora dou é grito e susto.
Pouca gente gosta.

domingo, 14 de março de 2010

Amor Rasgado


Esta foto é de uma das minhas cenas prediletas d'as Pontes de Madison, que vem a ser um de meus filmes prediletos. A trama é de uma delicadeza rara, talvez pq baseado numa história de amor rasgado de verdade...

O caso começa enquanto o marido de Francesca viaja com os dois filhos e ela conhece Robert, um fotógrado da National Geografic que está fazendo uma reportagem sobre as pontes da região em q ela mora (Madison, obviamente). Não vou contar detalhes, detalhesinhos, mas é lindo. Sem ser mimimi nem intelectualóide. Lindo.

Nesta cena da foto, alguém está falando dele no telefone, mal pelo que me recordo, falando de como é estranho e suspeito esse forasteiro, e ela começa a ajeitar a camisa dele com esse jeito q eu tenho certeza de que faria igual, e ele segura a mão dela assim desse modo que também me deixaria apaixonada pra sempre. É nessa hora aliás que se determina o 'pra sempre' do amor. nesse pedacinho de cumplicidade.


É tudo que eu quero.

Veja m como os atores, a cor amarelada, os elementos do cenário são perfeitos pra história. Olha esse telefone, olha esse figurino... morro de amar.

Quero escrever um bilhete semi-apaixonado.

quinta-feira, 4 de março de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O melhor de mudar...



foi ganhar uma vizinha q faz caretinhas e me chama de alguma coisa parecida com "Emiiimi".

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Inaugural


Não emplacamos Bahia, Flamengo, Pipoca nem Mangueira, mas seguimos firme como tem de ser.

feliz ano novo com vontade de samba, forró, leitoa assada, moqueca de peixe, risos fraternos, amores insanos e duradouros, novos e velhos comparsas, ares inéditos, aconchegos familiares, gostosuras de todos os tipos. feliz ano, agora que começamos pra valer.

(Photo by Thushan Amarasiriwardena, caption by Michael D. Kurtz / LongJaunt.com)

domingo, 22 de novembro de 2009

Fatal

“Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.”

Adélia Prado


minha lapidação é pra ser assim. diagnóstico, receita, prática,paciência, resultado.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Educandário dos Historiadores Mega Legais

Talvez pq eu seja uma virginiana nata ou uma zé goiaba de primeira qualidade, eu tenho um eficiente sistema de auto-punição, então, quando eu acho q eu não mereço uma coisa qualquer, enfio o rabo entre as pernas e vazo. Me recolho. Livro a paciência dos outros de minha inapetência sem pedir favor nenhum.

Pra compensar, pq senão era muita derrota, eu tb tenho um grande instinto de auto-preservação, logo, quando eu acho q não preciso aguentar um perrengue, saio de cena sem dar tchau e rindo cinicamente. Jogo pra cima. Me liberto da nojentice alheia.

Olhando assim é bem genérico e bobinho, mas eu descobri um dia desses de manhã, na hora de tomar banho e pensar na vida, q são exatamente essas duas coisas q atrapalham minha vida acadêmica e vão me fazer passar um ano a mais na faculdade. Toda vez q eu larguei uma matéria ou deixei de pegar é pq eu achei q não tava dando conta de fazer certinho ou pq se eu continuasse eu matava um* de tanto tédio ou de tanto ódio.

O problema é q agora esses escrúpulos não podem mais emperrar a continuidade do meu curso e eu tô mesmo disposta a chorar nos pés dos caboclo** pq a vida tá ruim, o semestre tá acabando, eu não tô fazendo nada muito certo,mas eu quero muitíssimo me formar e não custa nada caboclo me ajudar um pouquinho. Pq eu posso ser preguiçosa e fraudulenta, mas eu não sou de jeito nenhum picareta. Eu peço uma brecha nos prazos e uma abonação nas faltas, mas eu topo fazer qualquer trabalho extra e estudar cinquenta vezes mais do q o normal. Aí me faço pagar o suficiente e minha consciência desproblematiza, certo?

Quase.

Pq lá vai eu, q nunca pedi concessão nenhuma nessa bendita faculdade, com toda minha humildade e malemolência pedir "ô,professor(a), me dá uma chance, eu faço qualquer coisa!" e eles me olham com uma cara, ah, uma cara de juízo final, e descarregam uma cantilena cheia de moral sobre minhas faltas, minhas leituras, o tanto de tempo q eu fico na sala de aula e minha irresponsabilidade por não ter feito um fichamentozinho boboca lá no início do semestre.

Aí eu sofro de raiva pq odeio precisar de favores e ter de ouvir o sermão da montanha pra conseguir isso. E ver aquela cara de quem tá se sentindo Jesus Nazareno reencarnado, tão bom e tão justo. Não é pra tanto, hein? Fica a dica.

Me seguro o quanto posso pra não pedir com educação pros meus queridos professores doutores historiadores mega legais pra que eles peguem essas provas com todos os textos do semestre q eles querem q eu faça lá no meio de dezembro e VSL.***
-Se vocês não estudarem e aprenderem a pensar não serão bons professores, como eu, no futuro...


*professor, lógico.
** professores, lógico.
*** vão se lenhar.